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Contraf-CUT contesta anúncio de demissões e cobra negociação com HSBC
01/08/2011

Apesar do lucro mundial de US$ 11,5 bilhões obtido pelo HSBC entre janeiro e junho deste ano, conforme anúncio feito nesta segunda-feira, dia 1º, o banco inglês divulgou através de uma teleconferência nos Estados Unidos que irá demitir cerca de 20% do total de empregados do banco em todo o mundo. Serão 30 mil trabalhadores demitidos, o que é um absurdo. 

A Contraf-CUT já enviou um documento ao presidente do HSBC no Brasil, Conrado Engel, cobrando explicações sobre as demissões e o agendamento de uma reunião para discutir o tema. "Também faremos contato com o diretor executivo de Recursos Humanos do HSBC para as Américas, João Rached. O objetivo é sabermos qual será o impacto do corte aos bancários no Brasil e em todo o continente", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e da UNI Américas Finanças. 

"Iremos convocar uma reunião da Comissão de Organização dos Empregaods (COE) do HSBC assim que for definido o encontro com a direção do banco. É inadmissível que a empresa anuncie demissões simultaneamente ao lucro astronômico atingido somente neste primeiro semestre", completa o dirigente sindical. 

O lucro alcançado é maior do que os US$ 11,1 bilhões apurados um ano antes e melhor que a média das estimativas de analistas, de US$ 10,9 bilhões. O HSBC também informou que cortou 5 mil empregos em meio à reestruturação em andamento na América Latina, nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Oriente Médio, e que eliminará outros 25 mil postos até 2013.

"Haverá mais cortes de empregos", disse o presidente-executivo do banco, Stuart Gulliver, em teleconferência. "Será algo em torno de 25 mil vagas eliminadas entre agora e o final de 2013". Para Daniel Tabbush, analista da CLSA em Bangkok, "é um número grande (de cortes de empregos), mas faz sentido porque os custos do HSBC são razoavelmente altos".

No domingo, o HSBC anunciou que venderá 195 agências nos EUA ao First Niagara Financial por cerca de US$ 1 bilhão em dinheiro, além de fechar outras 13 das 470 filiais que possui naquele país.

Reestruturação

Outro problema que se apresenta após o anúncio da reestruturação é a informação de que o HSBC está centralizando suas atividades na Ásia. "Precisamos compreender o que essa informação significa", afirma Miguel Pereira, funcionário do banco e secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT

"Estamos em plena Campanha Nacional e a questão do emprego é central em nosso debate", conclui Miguel. 


Fonte: Contraf-CUT com Reuters