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Dirigentes da Caixa e do BB socializam experiências em Seminário sobre Plano de Carreira
01/06/2011

O Seminário Nacional sobre Plano de Carreira no Banrisul, realizado no último sábado, dia 28, em Porto Alegre, contou com uma mesa específica sobre avanços e problemas na elaboração e implantação de planos de cargos e salários na Caixa e no Banco do Brasil.


Na ocasião os diretores do SindBancários, Ronaldo Zeni (BB); Marcos Todt (Caixa) e do Sindicato dos Bancários de Santa Maria, Marcello Husek Carrion (Caixa) fizeram um relato sobre as experiências na elaboração de planos de cargos e salários nestes bancos.

Zeni fez uma retrospectiva sobre os trabalhos do GT sobre PCC/PCS no Banco do Brasil, constituído no fim de 2004 e encerrado em abril de 2005. O Grupo teve uma composição paritária, integrada por quatro representantes dos funcionários do BB. “Logo na origem do GT tivemos um grande problema. O banco orientou seus participantes de modo que o relatório sobre PCC/PCS tivesse custo zero. Outra premissa apresentada pela diretoria do banco foi a remuneração por competências, que é uma forma de tirar o salário e transformá-lo em renda variável”, explica o dirigente sindical.

Segundo Zeni, o trabalho de elaboração do PCC/PCS ficou inviabilizado diante dos obstáculos impostos pela direção do BB e toda a luta sobre o PCS passou a ser feita juntamente com as mobilizações da campanha salarial. “O banco também negava o aumento do piso de ingresso, a recuperação do anuênio e a discussão sobre isonomia entre os dois planos de cargos instituídos na empresa”, observou.

Ronaldo Zeni também apresentou a estrutura do atual Plano de Cargos e Salários no BB. “Há doze níveis com interstícios de 3% a cada três anos e uma carreira de mérito vinculada ao tempo de exercício do cargo comissionado, que são 25 níveis. O plano é considerado insuficiente pelos funcionários tanto na questão dos interstícios quanto em relação à promoção por mérito. Outra meta dos trabalhadores é atingir o piso de ingresso do Dieese. Nós queremos um plano perene e que esteja de acordo com o papel de um banco público”.

Caixa

O representante dos bancários gaúchos na Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, Marcello Carrion, fez uma explanação sobre o atual Plano de Funções Gratificadas da Caixa, imposto pela empresa aos empregados em 2008. “Embora o PFG não tenha atingido as expectativas dos empregados, que esperavam ter uma participação mais efetiva no processo de construção do plano, podemos citar alguns avanços. Os principais são o aumento de níveis de 15 para 48; a normatização do acesso às funções gratificadas através de processos de seleção interna; a retomada das promoções por mérito e a linha de corte”, observou.

O modelo de linha de corte foi proposto pelos empregados gaúchos porque até 2008, apenas 30% dos bancários com direito à promoção realmente recebiam dois deltas, 50% recebiam apenas um e 20% ficavam sem nenhuma movimentação. Com a linha de corte todos os empregados que recebem avaliação igual ou superior a uma nota pré-determinada, 8.2, recebem pelo menos um delta.

Marcello disse ainda, que os empregados ainda criticam os critérios subjetivos utilizados pela empresa durante os processos de seleção interna.

GT PCS Caixa

O Grupo de Trabalho sobre PCS na Caixa foi criado em outubro de 2007, com o objetivo de elaborar uma proposta de Plano de Cargos e Salários e apresentá-la à empresa a fim de para nortear as negociações com o banco sobre o tema. Os estudos elaborados pelo GT, que foi integrado por dirigentes e delegados sindicais da Caixa, representantes da APCEF/RS e assessoria técnica da UFRGS, foram transformados na Cartilha Placar.

O vice-presidente da APCEF/RS e diretor do SindBancários, Marcos Todt, falou do desafio enfrentado pelo GT ao analisar de maneira detalhada as possibilidades de evolução dos empregados na carreira dentro da empresa. Segundo o diretor, apesar de todo o esforço do movimento sindical e associativo da Caixa no RS, o trabalho não foi aprovado pela Plenária Nacional sobre PCS, promovida pela Contraf/CUT no dia 16 de junho de 2009.

 

*Imprensa Fetrafi-RS