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Eleição para a nova diretoria do Sindicato acontece amanhã e quinta-feira
14/12/2010

Amanhã e quinta-feira, 15 e 16 de dezembro, será realizada a eleição para a nova diretoria do Sindicato dos Bancários de Passo Fundo e Região.  A chapa Unidade na Luta, única inscrita para a eleição conta com 31 membros. 

Dois aspectos a ressaltar na chapa Unidade na Luta. O primeiro, é a quantidade de colegas, 10, que nunca ocuparam um cargo na diretoria da entidade, mostrando a preocupação com a renovação do quadro de dirigentes. O segundo, a quantidade de mulheres que a integram, 11, cumprindo com o que dispõe o Estatuto do Sindicato. Este estatuto determina que deve ser garantida a participação de um terço, no mínimo, do total de membros da diretoria, a qualquer dos gêneros. 

Sabemos que não são muitos os trabalhadores que se dispõem a participar de diretorias de entidades sindicais, dificultando sobremaneira a necessária renovação periódica do quadro dirigente. Pelo lado das mulheres, a dificuldade é ainda maior. Assim, por estes dois aspectos, a chapa Unidade na Luta já desperta boas expectativas na categoria bancária da cidade e região.

Abaixo, reproduzimos os textos, com breves avaliações da conjuntura nacional e internacional, do Sistema Financeiro brasileiro, da gestão que está terminando, das campanhas salariais e mobilizações da categoria e com as propostas para a atuação das secretarias no mandato que inicia-se no final de janeiro.

 


Chapa Unidade na Luta

 Informativo à Categoria Bancária – Eleição 2010

 

Conjuntura Nacional e Internacional

A crise de 2008, que os EUA criaram ao não lastrear as dívidas imobiliárias, que em pouco tempo tomou conta do mundo, em alguns lugares marolinhas e outros tsunamis, nos trouxe algumas lições.

A maior delas, com certeza, é que o sistema financeiro não perde nunca, pois os mesmos que defendem um estado mínimo clamaram aos tesouros dos estados para cobrirem seus rombos; esta ajuda chegou a trilhões de dólares. O que parecia até uma estatização do sistema financeiro mundial nada mais era que uma rapinagem dos cofres públicos pelo capital financeiro internacional. Todo este dinheiro foi dado ao sistema financeiro sem que se fizesse uma discussão quanto a regras mínimas para o seu uso. Ou seja, pegaram o dinheiro do povo para continuar a explorá-lo, sem a mínima segurança de que este modelo mudaria.

Outra conseqüência é óbvia. Se o estado tem que bancar o sistema financeiro com vultosos recursos, com certeza faltará dinheiro para importantes investimentos públicos, vide a Europa e os Estados Unidos hoje. Resumindo, ao sistema financeiro, as benesses do estado, aos trabalhadores, o velho receituário neoliberal: corte de salários e retirada de direitos. Para completar, alterações na previdência e na legislação trabalhista e muito desemprego, com demissões tanto na máquina pública como no setor privado.

No Brasil, o estado agiu de forma contrária, cortando impostos, baixando os juros e aumentando o crédito. Desta forma, ao estimular o consumo, fez com que a crise não se manifestasse de forma muito forte. É claro que isto nos traz vários questionamentos, sejam eles pelo grau de endividamento da população brasileira, sejam pelo modelo de consumo, pois não podemos esquecer que vivemos em uma época de agravamento da degradação ambiental e de aquecimento global.

SFN (Sistema Financeiro Nacional)

O nosso sistema financeiro não tem regulação. O famigerado art. 192 da constituição brasileira, há muitos anos debatido, até hoje não foi respeitado. A regra para o sistema é a do “mercado”, onde tudo é possível em nome do lucro. Mesmo os bancos estatais como o Banco do Brasil e a Caixa, têm ações muito tímidas como pequenas baixas de juros e aumento de crédito, sempre preocupados em não comprometer seus absurdos lucros.

Dessa forma, os bancos públicos se desviam de algumas de suas sagradas funções, que são a distribuição de renda nos seus mais diversos moldes, a garantia de boas condições de trabalho ao seu funcionalismo e a promoção do desenvolvimento em áreas essenciais para o crescimento do país.

Ou seja, o SFN não emprega como deveria, pois as condições de trabalho estão sempre no limite, não ajuda no crescimento nacional ao não baixar os juros e, principalmente, não atende  o conjunto da população, sendo tão seletivo.

Já no campo dos bancos privados, as notícias não são muito diferentes. O que se vê é um desespero absoluto em busca do lucro, ignorando os interesses de clientes e usuários, bem como desrespeitando leis que garantem as relações de trabalho e emprego no país.

Os bancários e bancárias estão entre os trabalhadores que mais adoecem no Brasil, tendo o sofrimento psíquico como companheiro diário, criando a “geração tarja-preta”.

Um balanço da atual gestão

Para a eleição passada, ocorrida em dezembro de 2007, as duas correntes que compõem a diretoria do SEEB-Passo Fundo e Região, após uma longa discussão, optaram por formar uma chapa unitária, a Unidade na Luta. Agora, passados três anos e com o mandato terminando, devemos fazer um balanço da gestão. 

Essa unificação deu bons resultados; houve um crescimento da capacidade de intervenção dos diretores, individualmente, e da diretoria em seu conjunto, nas demandas para as quais a entidade precisa dar resposta. A diretoria passou a atuar de forma ainda mais incisiva, tanto no campo da luta sindical, sempre instigando a categoria a participar das mobilizações e greves, como no campo institucional, atenta às possibilidades de agir na esfera jurídica para defender os direitos dos bancários.   Neste caso, tivemos, por exemplo, as ações judiciais relativas à PLR nos bancos privados e às relativas ao vale transporte no Banco do Brasil. 

A retomada da participação solidária do nosso Sindicato nas lutas de outras categorias e nas questões gerais de interesse da classe trabalhadora e do povo brasileiro também foi um ponto positivo da atual gestão. O SEEB-Passo Fundo tem um de seus diretores como membro titular do Conselho Municipal de Saúde e outro como suplente. Outra realização importante da atual gestão, foi a construção da nova sede administrativa do Sindicato, que foi concluída no mês de fevereiro de 2009. Tivemos ainda as alterações realizadas no estatuto da entidade visando torná-la mais transparente e democrática e sua administração mais ágil.

A necessária renovação do quadro de dirigentes

Diante da avaliação positiva da gestão que se encerra no próximo mês e após novas discussões, o conjunto da diretoria optou outra vez pela manutenção da unificação, com o lançamento de uma chapa única para a eleição deste ano de 2010. Nesse novo acordo, foi consenso a necessidade de ser implementada uma renovação continuada do quadro de diretores, mesclando a experiência dos mais antigos com o ânimo para a luta dos mais novos. Daí resultou que, 10 dos 31 integrantes da chapa Unidade na Luta são novos nomes. Eles darão sequência ao trabalho dos que saem por aposentadoria, por deixarem a categoria ou simplesmente pelo processo natural, e sempre salutar, de revezamento nas atividades de liderança à frente das entidades dos trabalhadores.

Propostas para a atuação das secretarias

Secretaria de Formação, Esportes, Cultura e Lazer

- Priorizar a formação dos dirigentes e participar das atividades organizadas pelos demais Sindicatos da nossa cidade, da Fetrafi-RS e da Contraf-CUT;

- Organizar atividades culturais, esportivas e recreativas que envolvam os bancários periodicamente.

- Fazer campeonatos, torneios e todos os tipos de atividades de integração da categoria que envolvam tambem a mulher bancária.

Secretaria de Saúde

- Desenvolver campanhas de prevenção às doenças ocupacionais;

- Prestar o necessário acompanhamento, em conjunto com a Secretaria de Assuntos Jurídicos, a bancárias e bancários acometidos pelas doenças ocupacionais;

- Exigir dos banqueiros melhores condições de segurança nos locais de trabalho;

- Incentivar e fortalecer campanhas estaduais e nacionais de saúde e prevenção;

Secretaria de Administração e finanças

- Zelar pelo patrimônio dos bancários (as);

- Fazer prestação de contas da entidade;

- Conduzir as finanças da entidade de uma forma ainda mais transparente;

- Ter como política permanente, e conjunto com a secretaria de organização, a ampliação do número de sócios da entidade;

- Continuar devolvendo o imposto sindical.

Secretaria de Assuntos jurídicos

- Assumir todas as questões jurídicas que envolvem os interesses da nossa categoria;

- Ter um jurídico ágil para encaminhar as demandas da nossa categoria;

- Divulgar relatório sobre as ações que envolvem os bancários;

Secretaria de Coordenação Geral

- Manter as visitas rotineiras à extensão de base;

- Manter a inter-relação política com os Sindicatos e organizações da sociedade civil – estudantes, universitários, sem teto, sem terra, pastorais sociais etc. - de Passo Fundo, indiferente de sua preferência política/sindical, objetivando o fortalecimento da luta dos trabalhadores;

- Participar dos fóruns de discussão de nossas instâncias superiores: Federação dos Bancários do RS (Fetrafi-RS) e Confederação dos Bancários (Contraf).

- Manter política permanente de luta pela igualdade de direitos da mulher trabalhadora, com participação efetiva nos seus fóruns.

Secretaria de Organização

- Organizar e incentivar a participação da nossa categoria no dia-a-dia da entidade;

- Intensificar o trabalho sindical no local de trabalho, com o fim de instigar a participação de bancárias e bancários nas decisões tomadas pela direção do Sindicato;

- Organizar as reuniões da executiva semanalmente e do colegiado mensalmente;

- Manter em dia a documentação da entidade.

Secretaria de Imprensa e Divulgação

- Manter a publicação do informativo Curtas e Novas, importante instrumento de informação, formação e politização da nossa categoria;

- Manter em funcionamento e atualizada a página da entidade na Internet, www.bancariospassofundo.org.br;

- Seguir ocupando espaços nos meios de comunicação da cidade, rádios, TV e jornais, sempre na defesa dos interesses da sociedade, no geral, e da categoria bancária, no específico.

As campanhas salariais e a mobilização da categoria

Como salientado no balanço da gestão, o atual grupo de dirigente do SEEB-PF nunca deixou de instigar bancárias e bancários à mobilização, na busca de melhorias para todos. E o resultado das campanhas salariais tem mostrado o acerto desta postura. É a partir do trabalho cada vez mais coeso e da organização das entidades sindicais bancárias que a categoria tem ampliado seu fôlego para empreender as lutas que têm garantido conquistas. Como exemplo, podemos citar os índices de reajuste salarial sempre superiores à inflação, garantindo ganhos reais e, com isso, a recuperação de parte das perdas impingidas pelo governo neoliberal na década de 1990 e início desta.

A campanha de 2010 desembocou na maior greve da categoria bancária dos últimos 20 anos graças à grande mobilização da categoria, tanto nos bancos públicos quanto nos privados. 

No Rio Grande do Sul, tivemos o resgate do Banrisul. Depois de seis anos, os banrisulenses retomaram a luta pelo atendimento das reivindicações da pauta específica e se inseriram com grande entusiasmo na greve nacional.

 

Secretaria de Imprensa e Divulgação