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29/09/2009

A direção da Caixa Econômica Federal tem se caracterizado, em 2009, pela truculência na relação com a greve nacional dos bancários que, desde a última quinta-feira, 24, vem paralisando agências por todo o país. Os maiores excessos ocorreram em Brasília e Fortaleza. 

Em Porto Alegre, a marca dessa truculência está estampada na presença de vigilantes terceirizados diante de algumas agências, notadamente naquelas que abrigam superintendências. É o caso do Edifício Querência, na Praça da Alfândega, principal prédio da Caixa na cidade. "Essa é obviamente a forma encontrada de nos intimidar", afirma Tiago Vasconcellos, diretor financeiro do SindBancários. 

Em sinal de protesto e indignação, o Sindicato produziu faixas com a imagem de Maria Fernanda Ramos Coelho, presidenta do banco, vestida e posicionada como um daqueles vigilantes. As faixas também trazem os dizeres: "Bancário não é bandido! Intimidação não!". A iniciativa busca denunciar a repressão sofrida pelo movimento, ao mesmo tempo em que anuncia que ele não se retrairá. 

Tiago aponta que os casos mencionados não são isolados, mas sim vêm de orientação dada pela Caixa. "A postura tem sido de não negociar e tentar intimidar, mas nós não abrimos mão do nosso direito de greve", diz ele.

Outras cidades

Em Brasília, integrantes da comissão de esclarecimento dos bancários foram impedidos por seguranças contratados pela Caixa de se manifestarem em frente à agência da Matriz I. Violentamente, os seguranças tentaram arrancar as faixas que os bancários portavam, informando sobre a greve e protestando contra a intransigência dos banqueiros. Também tentaram impedi-los de entrar na agência para dialogar com os colegas. Após muitas tentativas, sempre inviabilizadas por empurrões, os dirigentes finalmente conseguiram entrar no banco. 

Em Fortaleza, a comissão de esclarecimento também foi impedida por seguranças de entrar ou sair do edifício-sede da Caixa no Estado. Lá, o comando de crise - criado pela Caixa para solucionar conflitos - acentuou os conflitos ao manter uma postura intransigente e antidemocrática. Assim como em Brasília, somente depois de muitas tentativas os bancários conseguiram entrar e conversar com seus colegas. 


Fonte: Imprensa/SindBancários