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CCP: instrumento para os banqueiros pagarem menos direitos
22/07/2007

Atendendo à solicitação dos colegas do BB, a diretoria do sindicato, mesmo contrária à instalação da CCP, já firmou compromisso em realizar a assembléia. Afinal, para nós vale o velho jargão do sindicalismo: a base é soberana. Mas, vamos aprofundar um pouco mais o debate sobre as implicações da CCP.

Como bem sabemos, e temos sentido na própria carne, os banqueiros vivem a adotar novas formas de burlar o pagamento dos direitos de seus empregados. Uma delas é o comissionamento do trabalhador mediante a aceitação, pelo mesmo, do “alargamento” da sua jornada de trabalho para oito horas diárias. É reconhecido pelo TST que somente o gerente geral deve fazer oito horas diárias. Todos os demais bancários devem trabalhar, ordinariamente, apenas seis horas. Assim, no caso do BB, os funcionários que ocupam cargos como assistentes de negócios, gerentes de contas e outros cargos técnicos, têm direito a reclamar judicialmente a 7ª e a 8ª horas como extras. 

É também nisso que o Banco do Brasil está mirando. O banco quer se safar do imenso passivo trabalhista gerado por essa sua política de redução de custos em cima do desrespeito aos direitos de seus funcionários.

*Sindicato dos Bancários de Passo Fundo e Região