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Bancários vão à AL/RS pedir dados sobre empréstimo do Banrisul à GM
22/04/2009

Em reunião dos delegados sindicais do Banrisul, ocorrida na tarde da sexta-feira (17), na Casa dos Bancários, ficou definido que o SindBancários e a Federação dos Bancários farão nesta semana um pedido de informações à Comissão de Serviços Públicos da Assembleia Legislativa sobre um empréstimo do Banrisul à General Motors (GM). A decisão foi tomada diante da possibilidade de que a matriz da empresa, localizada nos Estados Unidos, estaria em dificuldades frente à crise mundial.

 

“Queremos saber quais as garantias oferecidas nessas negociações para evitar prejuízos ao banco. Os banrisuleses questionam a utilização de recursos públicos numa situação dessas, uma vez que pode comprometer os projetos de desenvolvimento financiados pelo Banrisul junto a pequenos e médios produtores”, destaca Lourdes Rossoni, diretora de Saúde do SindBancários.   “A empresa (GM) é que está demitindo e acumulando prejuízos no mundo. O impacto de um calote desse montante junto ao banco público poderá trazer sérios comprometimentos à estrutura da instituição, bem como a seu quadro funcional”, acrescenta a diretora.

 

Empresa confirma negociações

 

Na quinta-feira, dia 16, a GM fez um pronunciamento oficial sobre o investimento de US$ 1 bilhão que será destinado à fábrica de Gravataí. O presidente da empresa no Brasil, Jaime Ardila, confirmou que a montadora está conversando com o Banrisul e instituições privadas sobre financiamento para o plano de investimento proposto.

 

Ardila afirmou também que a companhia não descarta buscar apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o investimento de US$ 1 bilhão programado para o período entre 2009 e 2012. Mas ainda não apresentou uma proposta formal de financiamento ao banco.

 

Pelo entendimento acertado inicialmente entre a GM e o governo gaúcho, a unidade teria financiamento de R$ 150 milhões do Banrisul e mais R$ 350 milhões do BNDES. Na opinião do executivo, a empresa não terá dificuldades para ter acesso a recursos no mercado brasileiro por conta da difícil situação financeira da matriz.

 

“ Desde 2006, a GM do Brasil se financia com recursos próprios, a garantia são os nossos ativos”, afirmou Ardila, lembrando que a montadora brasileira tem independência jurídica e financeira.

 

A nova unidade no Rio Grande do Sul deverá fabricar um utilitário esportivo - a produção está estimada em mais 130 mil veículos por ano. O anúncio da oficialização do projeto é esperado para breve.

 

Para o executivo, as vendas totais de veículos no Brasil devem somar 2,4 milhões de unidades neste ano, queda de 14,3% em comparação com as 2,8 milhões de 2008. Ardila explicou que a projeção é conservadora e já assume que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a venda de carros novos - vigente até o final de junho - não será renovada. A expectativa é de um primeiro semestre semelhante ao de 2008 e vendas mais fracas na segunda metade do ano.

 

Fonte: *Imprensa/SindBancários e ZH com edição da

 

Feeb/RS20/04/2009