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Funcionárias do Banco do Brasil conquistam licença-maternidade de 180 dias
06/04/2009

O Banco do Brasil concordou com a reivindicação dos trabalhadores e aprovou a licença-maternidade de 180 dias para as bancárias. A notícia foi dada em nova rodada de negociação entre a Contraf/CUT e o banco, realizada nesta sexta-feira, dia 27. Além disso, o encontro tratou da definição do cronograma de instalação e funcionamento das mesas temáticas.

"Trata-se de um fato positivo, que atende uma reivindicação que constava da minuta da categoria", lembra Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa dos funcionários do Banco do Brasil, da Contraf/CUT. "O BB dá um passo importante na valorização de suas funcionárias", diz. A validade do novo direito é retroativa ao dia 25 de novembro de 2008. Assim, as mulheres que deram a luz a partir dessa data podem reivindicar o benefício.

Mesas temáticas

Foi definido o dia 6 de abril para o início dos trabalhos de três mesas temáticas, tratando dos seguintes temas:


Remuneração - envolvendo debate sobre Plano de Carreira, Cargos e Salários, lateralidade, carreira de mérito e outros.


Saúde e condições de trabalho - debatendo exame periódico de saúde, qualidade de vida no trabalho, programa de controle médico e saúde ocupacional etc.


Fusões e incorporações - que tratará dos temas específicos de cada incorporação ou fusão feita pelo banco. Essa mesa tem um caráter diferenciado e se subdividirá para tratar de cada processo de fusão de forma individual.


As mesas devem iniciar seus debates em abril e apresentar seus relatórios concluídos na primeira quinzena de maio. A exceção é a mesa sobre Fusões, cujo andamento se dará de acordo com as demandas de cada processo.


Conciliação

As Comissões de Conciliação Prévia (CCPs) também foram tema da negociação. Os representantes dos bancários questionaram o banco sobre as alterações irregulares feitas pela empresa no texto do anexo da quitação. Os bancários reivindicam que o texto permaneça de acordo com o que consta no contrato firmado entre banco e entidades sindicais para a instalação das CCPs. Os trabalhadores reivindicaram também que seja feita uma avaliação das conciliações que aconteceram até agora para ver quais as questões mais recorrentes e tentar solucionar os problemas, em especial os casos de desvio de função e hora-extra devida.


"Estamos orientando os sindicatos a não realizar conciliações se o banco continuar alterando o texto da quitação e incluindo reflexos que não estão previstos no anexo inicial", afirma Marcel.


Também foi discutida a situação da participação do BB no Banco Votorantim, que está provocando o fechamento de setores no BB. Os trabalhadores reivindicaram a imediata abertura de negociações para tratar do tema.


Fonte: Contraf/CUT - 27/03/2009  - com edição da Secretaria de Imprensa e Divulgação do SEEB Passo Fundo.