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Contratação de pessoal é um dos temas da pauta do 23º Conecef
09/07/2007

O 23º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) será realizado no fim deste mês (dias 30 e 31 de julho), em São Paulo (SP), e a pauta para o evento prevê a discussão dos seguintes temas: contratação de pessoal, jornada de trabalho, Plano de Cargos e Salários (PCS) e Plano de Cargos Comissionados (PCC), saúde, condições de trabalho, segurança bancária, Funcef/Prevhab, aposentados, isonomia entre novos e antigos empregados e organização do movimento. Em preparação ao 23º Conecef, diversas federações e sindicatos de bancários estão organizando congressos estaduais de empregados da Caixa. O congresso do Espírito Santo ocorreu em Vitória (ES) no dia 22 de junho, enquanto o de Minas Gerais está previsto para o próximo sábado, dia 14 de julho, em Belo Horizonte (MG). O objetivo desses eventos é aprovar reivindicações que serão levadas ao congresso nacional, com delegados de todo o país: 180 da ativa e 40 aposentados. A partir de hoje, o boletim “Fenae Net” buscará refletir sobre o temário do 23º Conecef, abordando um assunto por edição para colaborar, assim, com os debates que estão sendo realizados nos estados. O tema da edição de hoje é contratação de pessoal. Carência de mão-de-obra na Caixa virou uma coisa crônica. Isso compromete os negócios e a capacidade da empresa de potencializar o alcance das políticas públicas, para maior impacto na distribuição de renda, no combate ao déficit habitacional, na bancarização, na oferta de crédito popular e na geração de emprego e renda, sobretudo em benefício da população mais pobre. O aumento de trabalho não tem o correspondente aumento na contratação de mais trabalhadores, apesar de nos últimos anos a Caixa vir sendo demandada pelo crescimento das operações com o atendimento às políticas públicas e aos programas sociais, além de transações comerciais com pessoas físicas e jurídicas. A ponto de a mão-de-obra na empresa permanecer estagnada no mesmo patamar de cinco anos atrás. Em sua edição de maio/junho deste ano, a revista FENAE AGORA trouxe a informação de que em 2002 o número de trabalhadores na Caixa era de 104 mil, dos quais 55.691 pertenciam ao quadro próprio da empresa. O restante era distribuído entre terceirizados, estagiários e jovens aprendizes. Em 2005, ainda segundo a revista, foi registrada uma queda nesse contingente: a mão-de-obra total caiu para 101.744, com alteração do quadro próprio para 68.257 empregados. No caso dos demais trabalhadores (terceirizados, estagiários e aprendizes), a soma alcançava a média de 33.487. Houve registro de novo encolhimento de mão-de-obra em abril deste ano, quando a Caixa passou a contar com 100.816 trabalhadores (73.386 concursados, 12.397 terceirizados, 11.510 estagiários e 3.523 aprendizes). Para o movimento nacional dos empregados, é inegável que a Caixa precisa ampliar seu quadro de pessoal, a ponto da reivindicação por mais contratações ganhar espaço cada vez maior nas mobilizações das entidades associativas e sindicais. O entendimento, neste caso, é de que o aumento da mão-de-obra se traduzirá em melhoria do desempenho da empresa, tanto no que se refere aos negócios (área comercial) quanto no que diz respeito à execução de políticas públicas (área social) e, principalmente, na melhoria nas condições de trabalho e de vida. *Fenae