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BB mantém intransigência sobre pacote de reestruturação
25/05/2007

A audiência pública com o Banco do Brasil, proposta pelos deputados Daniel de Almeida (PC do B da Bahia), Tarcísio Zimmermann e Pepe Vargas (PT- RS) e Pompeo Mattos (PDT do RS), foi realizada na última quinta-feira, em Brasília, no plenário sete do anexo II da Câmara dos Deputados. A mesa dos trabalhos foi presidida pelo Deputado Nelson Marquezelli (PTB de SP) que chamou a delegação do BB, composta pelo representante do presidente do banco Glauco Cavalcante Lima, representante da U.S.O. (Unidade de Suporte Operacional), Pedro Vieira de Souza Júnior e o representante da Vipes (Vice-presidência de Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental), Juraci Masiero. Nos primeiros dez minutos disponíveis, o representante do presidente banco, visivelmente contrariado pelo tempo colocado a sua disposição, comentou o processo de reestruturação, destacando a sua aplicação como instrumento de permanência do BB no mercado por mais duzentos anos, alusão ao bicentenário da instituição previsto para 12/10/2008. O diretor disse que o processo iniciou em 1994 com a extinção de 80 dos 140 Cesecs existentes naquela época. Ele afirmou ainda que a centralização de operações na busca de eficiência operacional é um alinhamento aos padrões de mercado. "Então o processo de reestruturação não é novo e ainda persegue o modelo Neoliberal de privatizar empresas estatais presentes", observaram os deputados e sindicalistas presentes na audiência. Os dirigentes sindicais apresentaram os números que os funcionários conhecem, em cada agência, Gerel ou NUCAC. Para eles, é preciso definir qual é a função do Banco do Brasil. "O Banco do Brasil deve impulsionar a sociedade com uma forte atuação no desenvolvimento e no comércio exterior. A instituição deve ser referência no financiamento do pequeno e médio agricultor e o parceiro ideal para os micro, pequenos e médios empresários, não esquecendo a sua clientela composta por todos os matizes de brasileiros", salienta o diretor da FEEB-RS e funcionário do banco, Mauro Cardenas. Os sindicalistas aproveitaram a oportunidade para solicitar uma audiência com os ministros da Fazenda e do Planejamento, para tratar da suspensão da aplicação da Excelência em Gestão - Ações Estruturantes. Além disso, foi proposta a realização de um seminário sobre atuação dos bancos públicos, trazendo para o debate as diversas comissões da Câmara Federal. "A maximização dos lucros beneficia diretamente os mais altos postos da empresa, pois neste tempo a participação nos lucros e resultados divide melhor para quem está por cima. Por outro lado, lá fora a sociedade brasileira não se dá conta, de quanto vai ser prejudicada, de quantas pessoas serão atingidas porque alguns técnicos reuniram uma série de conceitos e inventaram mais um plano de reestruturação", concluí Cardenas.