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Movimento sindical aguarda proposta do BB para as CCPs
08/05/2008

As Comissões de Conciliação Prévia com o Banco do Brasil foram criadas com o objetivo proporcionar um canal rápido e prático de conciliação entre o banco e os interesses dos trabalhadores demitidos. Mas na prática o banco descumpriu vários acordos construídos no âmbito da CCP, utilizando a comissão como artifício para ganhar tempo no caso de ações trabalhistas.

Agora, o movimento sindical aguarda pela apresentação de propostas concretas do banco nas próximas CCPs. Após fechar o acordo com a Contraf, o BB mobilizou seus administradores no sentido de pressionar os sindicatos a assinarem propostas que contrariavam decisões tomadas em assembléia, ou seja, a negociarem as CCPs desde que houvesse previsão de voluntariedade no acesso à Comissão ou à Justiça. Essa regra obriga os bancos a fazerem uma negociação real com os bancários e não sob “paradigmas”.

Na época, o BB dizia que o processo seria finalizado em dez dias. Hoje, a realidade mostra que, quem faz valer seus direitos, enfrenta mais de 180 dias de enrolação, e se vê obrigado a frustrar a negociação e recorrer à Justiça. Em negociação realizada em Brasília no dia 20 de abril, a direção do BB se comprometeu a solucionar os problemas apontados pelos bancários na condução das conciliações.

O Banco do Brasil afirmou que vai cumprir integralmente o acordo firmado com a Contraf-CUT. Nos casos em que o trabalhador apresentar alegações, o BB se comprometeu a realizar pesquisas e apresentar planilhas, o que não estava acontecendo.

Prejuízos para os trabalhadores

Os trabalhadores estavam tendo um prejuízo imediato ao serem obrigados a passar pela CCP, que é o tempo de tramitação da ação. Quem recorreu à Justiça desde o início do processo, já tem decisão em primeira instância e pauta agendada no TRT, além dos valores reais da causa, que multiplicam em até quatro vezes o valor proposto pelo banco nas CCPs.

Passo Fundo

A diretoria do Seeb-Passo Fundo, levando em conta a forma como o Banco do Brasil vinha implantando as CCP, sempre tomou posição contrária à instalação da comissão em sua base territorial.

No ano passado, colegas do BB coletaram assinaturas, em um abaixo-assinado, pedindo a realização de uma assembléia propondo a instalação da CCP.  Na assembléia, a diretoria expôs novamente sua posição contrária e procurou esclarecer os funcionários presentes sobre as implicações da aceitação da instalação da CCP tal como estava sendo proposta pelo banco.  A maioria dos presentes, porém, optou por aprovar a CCP.

A CCP, então, foi instalada.  A partir daí, foi o que se viu.  Apenas dois funcionários, que ocupavam o cargo de gerente geral fizeram acerto.  Os demais se vira obrigados a recusarem as propostas feitas pelo banco, tendo em vista serem muito rebaixadas.

Fonte: Seeb-Passo Fundo / Assessoria de Imprensa/Feeb-RS com informações da Contraf e SindBancários