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Em ato público em Porto Alegre, bancários denunciaram mais um ataque ao banco dos gaúchos
16/01/2008

A iniciativa da direção do Banrisul, de terceirizar serviços da áreas de Tesouraria está sendo alvo de críticas do movimento sindical e de parlamentares gaúchos de esquerda. No final da manhã de terça-feira, 15/01/08, a Federação dos Bancários RS, o SEEB-Porto Alegre e sindicatos de bancários de várias regiões do Estado realizaram um ato público em frente à agência central do banco, em Porto Alegre, para protestar conta o processo de licitação. Está previsto para a próxima sexta-feira, 18 de janeiro, o pregão presencial que definirá a empresa responsável pela prestação dos serviços.

Estiveram presentes no ato os deputados estaduais Raul Pont e Stela Farias e o vereador de POA, Carlos Comasseto. Os presidentes da CUT-RS, Celso Woyciechowski, do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Porto Alegre, Claudir Nespolo, a diretora do Semapi, Mara Feltes e o presidente da Federação Democrática dos Sapateiros, João Batista, também integraram a manifestação.

Os parlamentares relataram o que foi tratado durante uma reunião com o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, ocorrida no início da manhã. Segundo eles, Lemos argumentou que a terceirização é necessária porque o trabalho é considerado insalubre. “A desculpa do presidente do banco para terceirizar os serviços não satisfatória. Se o trabalho é insalubre deve ser reavaliado e conduzido de outra maneira”, disse Stela.

Abaixo-assinado

Os bancários já iniciaram a coleta de assinaturas através de um “Abaixo-assinado em Defesa do Banrisul Público e Forte”. A Federação dos Bancários RS encaminha nesta quarta-feira, 16, a todos os sindicatos do interior o modelo de abaixo-assinado por e-mail.

Nova manifestação

A próxima manifestação do movimento sindical acontece a partir das 8h da sexta-feira. A meta dos bancários não se restringe à manutenção dos empregos na área da Tesouraria. Uma das principais preocupações da categoria está relacionada à qualidade dos serviços oferecidos aos clientes e usuários do banco. O movimento sindical considera a terceirização deste tipo de serviço ilegal, porque somente os funcionários do banco devem movimentar numerários. As únicas contratações legais permitidas são para atividades de vigilância, conservação e limpeza, conforme estabelece a súmula 331 do TST.

Fonte: Federação dos Bancários, 15/01/2008, com edição do SEEB-Passo Fundo