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Bancários do Itaú cobram plano de saúde e contratações
01/11/2007

Em negociação específica entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) e a Contraf-CUT com o Itaú, ocorrida nesta terça-feira, dia 30, em São Paulo, foram discutidos temas como o plano de saúde, a antecipação no pagamento dos tíquetes, a situação dos funcionários oriundos do BankBoston e a necessidade de novas contratações.

Plano de Saúde

Os representantes do Itaú comunicaram na mesma reunião os reajustes que o banco irá aplicar no Plano de Saúde dos seus funcionários:

Upgrade: de R$ 220,23 para R$ 225,20

Agregados: 12,19%

Fator moderador: de R$ 5,40 para R$ 7,60

Reembolso: de R$ 27,00 para R$ 38,00

Aposentados: 12,8%

Essas correções são válidas a partir de 01/11/2007.

 

A COE do Itaú e a Contraf-CUT solicitaram uma reunião imediata do Comitê de Acompanhamento do Plano de Saúde (CAPS), para discutir esses números. "Não dá para o Itaú apenas comunicar o reajuste. No atual modelo de autogestão do Plano de Saúde, precisamos privilegiar os espaços de discussão, visando sempre diminuir o custo do Plano e melhorar as condições de atendimento", ressalta Adriana Magalhães, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e membro do CAPS.

Além disso, outras questões precisam ser debatidas pelo Comitê, como a permanência no Plano de Saúde dos funcionários desligados, aplicação da NR-17, mudança da data de reajuste do Plano etc.

Contratações

Os representantes dos bancários destacaram novamente a necessidade de mais contratações pelo banco, dados os diversos relatos de situações precárias de trabalho em agências do Itaú recebidos pela Contraf-CUT.

"As agências não podem continuar operando com apenas um ou dois caixas", denunciou a funcionária do Itaú e diretora do SindBancários, Cátia Cilene, que representou os gaúchos na negociação. "O banco tem que contratar mais empregados, tanto para a área comercial, como para a área operacional", reivindicou.

"É contraditório quando o item 1 do programa Agir cobra qualidade do atendimento, enquanto faltam funcionários e os clientes esperam em filas intermináveis. No mesmo programa, o item 12.1 penaliza agências, tirando pontos quando comissionados atendem nos caixas, o que ocorre em muitas unidades diante da carência de pessoal", destacou Cátia.

Esse assunto deverá estar presente nas próximas reuniões com o banco.

A COE do Itaú reivindicou também outros pontos, como o pedido de crédito dos auxílios-refeição e alimentação no mesmo dia do pagamento; que os funcionários tenham direito a cartão de crédito sem cobrança de anuidades ou qualquer outra tarifa; e uma linha de crédito para os funcionários com juros menores do que os praticados hoje pelo banco. Os representantes do Itaú se comprometeram a analisar as demandas.

Antecipação no pagamento dos tíquetes

"Solicitamos a mudança da data de pagamento do tíquete para o mesmo dia da folha, no dia 27, evitando que os valores de alimentação continuam sendo creditados somente no último dia do mês", frisou Cátia. Ela lembrou que esse já era o procedimento adotado no BankBoston.

"Outros bancos privados, como o Santander, também creditam os tíquetes no mesmo dia da folha. Com o lucro que o Itaú vem apresentando, não há motivo para deixar de atender essa justa reivindicação", reforçou a representante gaúcha. O banco ficou de dar resposta.

BankBoston

Já começou a migração dos trabalhadores oriundos do BankBoston para o Plano de Saúde do Itaú. Os funcionários do Boston estão sendo retirados de um Plano de Saúde de custo zero e com uma rede credenciada melhor para o Plano de Saúde Itaú, onde terão que pagar 3,5% do salário (com teto conforme a faixa salarial) mais um "upgrade" (diferencial de nível no Plano) que pode chegar a R$ 202,22. Pela proposta de transição apresentada pelo Itaú, a migração deverá ser finalizada em 18 meses.

A Contraf-CUT expressou novamente a sua discordância em relação a esta atitude do banco. "O Itaú está extinguindo uma situação mais vantajosa dos funcionários do Boston, contrariando o que foi dito pelos representantes do banco na época da aquisição: de que não haveria prejuízo para os trabalhadores provenientes do Boston", ressalta Ubirajara Santos, diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.

Também foi cobrada a eleição de representantes dos trabalhadores nos Conselhos Fiscal e Deliberativo da Itaubank (Fundo de Pensão dos funcionários do BankBoston).

 

Fonte: Contraf-CUT

31/10/2007