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Artigo: "A Líbia é o nosso futuro"
04/07/2011

Nestes tempos de individualismo exacerbado, em que a grande maioria das pessoas se comporta com total indiferença em relação ao que acontece a seus pares, vale a pena ler o artigo A Líbia é o nosso futuro do escritor venezuelano Luís Britto Garcia.

A seguir, transcrevemos alguns trechos do artigo:

“Nenhum homem é uma ilha; a morte de qualquer pessoa afecta-me, pregava John Donne. Nenhum país está fora do planeta: o genocídio cometido contra um povo assassina-me. Tudo o que acontece na Líbia fere-me, prejudica-te, afecta-nos.”

“A Líbia não é bombardeada para proteger a sua população civil. Nenhum povo é protegido lançando-lhe explosivos nem despedaçando-o com 4.300 ataques "humanitários" durante mais de cem dias. A líbia é incinerada para lhe roubarem seu petróleo, suas reservas internacionais, suas águas subterrâneas.”

“Se o latrocínio triunfa, todo país com seus recursos será saqueado. Não perguntes sobre quem caem as bombas: cairão sobre ti.

“Encarceraram os comunistas; nada poderia importar-me menos porque não sou comunista, ironizava Bertold Brecht.”

“Nenhum povo está fora da humanidade: se não vetas a agressão contra outro, a desencadeias contra ti.”

“A Liga Árabe, a União Africana, a OPEP trepam a árvore da indecisão esperando a vez de serem esquartejadas. Ao abandonar as vítimas te abandonas.”

“Os Estados Unidos desbaratam em 2010 uma despesa militar de 698 mil milhões de dólares, 43% do total mundial de 1.600 mil milhões de dólares (Confirmado.net 17/06/2011). Assim se dilapidam em forma de morte os recursos que deveriam salvar a vida. Se montas guerras para devorar o outro, as guerras te devorarão a ti.”

“Os inimigos do homem não cessam de fragmentá-lo para destruí-lo melhor. Os impérios, que são quebra-cabeças instáveis de peças juntadas à força, no exterior fomentam ou inventam o conflito de civilização contra civilização, o rancor do iraniano contra o curdo, do xiíta contra o sunita, do hindu contra o muçulmano, do sérvio contra o croata, do descendente contra o ascendente, do ancestral contra o menos ancestral, do líbio contra o líbio, do venezuelano contra o venezuelano”

Vale a penas ler a íntegra do artigo de Luís Britto Garcia. Para isso, acesse
http://www.resistir.info/libia/britto_garcia_25jun11.html.

 


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