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Artigo: Médicos cubanos no Haiti deixam o mundo envergonhado
03/01/2011

Em artigo publicado no jornal inglês, The Independent, no dia 28 de dezembro, a jornalista Nina Lakhani aborda a ajuda em assistência médica que o povo cubano vem prestando ao Haiti. Essa ajuda foi intensificada ainda mais com a ocorrência do terremoto que devastou parte do país em janeiro do ano passado.

O artigo Médicos cubanos no Haiti deixam o mundo envergonhado traz informações que nos permitem saber um pouco mais sobre Cuba, por detrás da espessa camada de desinformação que nos proporcionam os órgãos da mídia hegemônica e seus (de)formadores de opinião.  Nina Lakhani escreve, entre outras coisas, o seguinte:

“Eles são os verdadeiros heróis do desastre do terremoto no Haiti, a catástrofe humana na porta da América, a qual Barack Obama prometeu uma monumental missão humanitária dos EUA para aliviar. Esses heróis são da nação arqui-inimiga dos Estados Unidos, Cuba, cujos médicos e enfermeiros deixaram os esforços dos EUA envergonhados.”

“Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, rasgado por terremotos e infectado com cólera, como parte da missão médica internacional de Fidel Castro, que ganhou muitos amigos para o Estado socialista, mas pouco reconhecimento internacional.”

“De fato, trabalhadores da saúde cubanos estão no Haiti desde 1998, quando um forte terremoto atingiu o país. E em meio a fanfarra e publicidade em torno da chegada de ajuda dos EUA e do Reino Unido, centenas de médicos, enfermeiros e terapeutas cubanos chegaram discretamente. A maioria dos países foi embora em dois meses, novamente deixando os cubanos e os Médicos Sem Fronteiras como os principais prestadores de cuidados para a ilha caribenha.”

“Números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, trabalhando em 40 centros em todo o Haiti, tem tratado mais de 30.000 doentes de cólera desde outubro. Eles são o maior contingente estrangeiro, tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera.”

“Um terço dos 75 mil médicos de Cuba, juntamente com 10.000 trabalhadores de saúde, estão atualmente trabalhando em 77 países pobres, incluindo El Salvador, Mali e Timor Leste. Isso ainda deixa um médico para cada 220 pessoas em casa, uma das mais altas taxas do mundo, em comparação com um para cada 370 na Inglaterra”.

“Imti Choonara, um pediatra de Derby, lidera uma delegação de profissionais de saúde internacionais, em oficinas anuais na terceira maior cidade de Cuba, Camagüey. ‘A saúde em Cuba é fenomenal, e a chave é o médico de família, que é muito mais pró-ativo, e cujo foco é a prevenção. A ironia é que os cubanos vieram ao Reino Unido após a revolução para ver como o HNS [Serviço Nacional de Saúde] funcionava. Eles levaram de volta o que viram, refinaram e desenvolveram ainda mais, enquanto isso estamos nos movendo em direção ao modelo dos EUA’, disse o professor Choonara.


Para ler a íntegra do interessante artigo de Nina Lakhani, acessehttp://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17280

 

 

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