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Em Dourados, Itaú terá que reintegrar bancário
19/11/2007

(Dourados) Em ação impetrada pelo Sindicato dos Bancários de Dourados e região, o juiz do Trabalho da 1ª Vara do Trabalho, Marcelo Baruffi, deu ganho de causa ao movimento sindical contra o banco Itaú, que demitiu recentemente um funcionário que estava no gozo da estabilidade provisória pré-aposentadoria.

O funcionário já havia preenchido os requisitos previstos em norma coletiva. O bancário foi demitido do quadro de funcionários em 14 de agosto, porém, no dia da homologação da rescisão contratual, o Departamento Jurídico do Sindicato cientificou o banco de que o funcionário era detentor de estabilidade provisória pré-aposentadoria. 

Ignorando tal assunto, o Itaú mais uma vez foi na contramão daquilo que ele tem pregado no seu código de ética, onde o presidente do banco diz que todos devem honrar o "compromisso, compartilhar e praticar valores morais, demonstrando o nosso modo sábio de expressar nosso jeito de ser e de definir a imagem que identifica a nossa empresa e que temos que ser reconhecidos como uma organização sólida e confiável". 

Para o movimento sindical, esta confiabilidade é traída quando o banco toma atitudes como esta de demitir funcionários que dedicam anos de sua vida para que o Itaú possa apresentar no final do ano balanços com lucros estratosféricos.

No caso do bancário Mauro Aparecido, que dedicou 33 anos ao banco, a esperança era de que de o Itaú reconhecesse os seus direitos e pudesse então encerrar a sua vida profissional com uma aposentadoria merecida, sonhos também de muitos outros bancários. Graças à intervenção do Departamento Jurídico do Sindicato, o bancário foi imediatamente reintegrado. 

Para Mauro, o Sindicato dos Bancários prestou um grande serviço, uma vez que sem a ajuda do departamento jurídico seria difícil reverter essa questão. Por isso é importante que a categoria fortaleça o Sindicato, participando, filiando-se e denunciando os abusos praticados pelos bancos. 

Fonte: Seeb Dourados

16/11/2007