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BB quer comprar mais bancos da América Latina
02/05/2011

Depois de ter comprado 51% das ações do Banco Patagonia (nona maior instituição financeira da Argentina) no ano passado, o Banco do Brasil (BB) está avaliando novas alternativas de investimento em Colômbia, Equador, Peru e Chile. 

A informação foi confirmada ontem pelo vice-presidente da instituição, Allan Toledo, que, durante uma rápida visita a Buenos Aires, também anunciou a decisão de ampliar em 40% o número de agências do Patagonia nos próximos cinco anos. Atualmente, o banco agora controlado pelo BB possui 164 agências e cerca de 750 mil clientes.

- Dentro de cinco anos queremos que o Patagonia esteja entre os cinco maiores bancos da Argentina - afirmou Toledo.

As autoridades de defesa da concorrência da Argentina aprovaram a compra do Patagonia, anunciada em abril do ano passado, há cerca de duas semanas. A autorização foi dada pela Secretaria de Comércio Interior e, segundo informou o Patagonia em comunicado enviado à Bolsa de Valores de Buenos Aires, a transferência das ações para o BB foi realizada em meados deste mês. 

Além de crescer na Argentina, afirmou Toledo, o BB está interessado em adquirir novas instituições financeiras em países da região com os quais o Brasil tem um importante intercâmbio comercial, nos quais atuem empresas brasileiras e resida um grande número de brasileiros. 

Toledo também anunciou a criação de um centro de atenção a turistas brasileiros em Buenos Aires, que dará "uma atenção privilegiada a clientes do Banco do Brasil". 

- Atualmente estimamos que 2,5 milhões de turistas visitam a Argentina todos os anos - destacou. 

O objetivo do banco é aumentar o número de agências em todo país mas, especialmente, nas províncias do Norte argentino. Hoje, 33% das agências estão na capital, 33% na província de Buenos Aires (onde vive um terço dos argentinos) e 33% no interior do país. 

O Patagonia também oferecerá créditos a empresas brasileiras e argentinas com operações no país e será o único banco da Argentina que terá um acordo com a Gol para permitir a troca de pontos do cartão de crédito por passagens aéreas. 



Fonte: O Globo