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Artigo: Centenário de morte de Leon Tolstói, mestre de Gandhi
30/11/2010

Para marcar o centenário da morte do escritor russo Leon Tolstoi, o teólogo Leonardo Boff escreveu o artigo “Centenário de morte de Leon Tolstói, mestre de Gandhi” no qual discorre sobre a vida do escritor e a trajetória e evolução de seu pensamento. O artigo começa assim:

“Ocupando lugar central da sala de estar de minha casa há impressionante quadro de um pintor polonês mostrando Tolstói (1828-1910) sendo abraçado pelo Cristo coroado de espinhos. Ele está vestido como um camponês russo e parece extuado como a simbolizar a humanidade inteira chegando finalmente ao abraço infinito da paz depois de milhões de anos ascendendo penosamente o caminho da evolução. Foi um presente que recebi do então Presidente da Assembleia da ONU Miguel d’Escoto Brockmann, grande devoto do pai do pacifismo moderno. No dia 20 de novembro celebrou-se o centenário de sua morte em 1910. Ele merece ser recordado não só como um dos maiores escritores da humanidade com seus romances Guerra e Paz (1868) e Anna Karenina (1875) entre outros tantos, perfazendo 90 volumes, mas principalmente como um dos espíritos mais comprometidos com os pobres e com a paz, considerado o pai do pacifismo moderno.”

E, contando um pouco da vida de Tolstoi, o teólogo descreve a trajetória e evolução de seu pensamento e ressalta sua grande influência sobre Mahatma Gandhi:

“Para nós teólogos, conta especialmente o livro O Reino de Deus está em vós escrito depois de terrível crise espiritual quando tinha 50 anos (1978). Frequentou filósofos, teólogos e sábios e ninguém o satisfez. Foi então que mergulhou no mundo dos pobres. Foi ai que redescobriu a fé viva "aquela que lhes dava possibilidade de viver".”

“Mergulhado também em profunda crise espiritual, acreditando ainda na violência como solução para os problemas sociais,(Gandhi) leu o livro em 1894. Causou-lhe uma abissal comoção:"a leitura do livro me curou e fez de mim um firme seguidor da ahimsa (não violência)". Distribuía o livro entre amigos e o levou para a prisão em 1908 para meditá-lo. O apóstolo da "não-violência ativa" teve como mestre a Leon Tolstói. Este foi excomungado pela Igreja Ortodoxa e o livro vetado pelo regime czarista.”

Concluindo, Boff qualifica Tolstoi como o arauto de “uma nova era de não-violência e de paz”.

Para ler a íntegra do artigo de Leonardo Boff, acesse http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=52696


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