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BB: Entidades debatem pauta dos funcionários com Super e Diref
23/06/2010

Diretores do SindBancários, Fetrafi/RS e sindicatos do interior do Estado estiveram reunidos na Superintendência Estadual do Banco do Brasil com o superintendente Clênio Terribele, o gerente da Gepes/RS, Geraldo Viñas e o gerente executivo da Diref, José Roberto Mendes do Amaral, nesta quinta, dia 17. Na oportunidade, foi discutida uma extensa pauta, entre eles: reflexos da implementação do BB 2.0 para os funcionários da instituição, PCCS, Plano Odontológico e a Campanha Tudo Tem Limite. 

Os representantes do banco, por sua vez, admitiram estar em dívida com o movimento sindical no caso do Plano Odontológico e prometeram aprofundar o diálogo sobre a pauta nos próximos encontros. 

Os funcionários do BB realizam nesta quarta, 23, manifestação pelo Dia Nacional de Luta. Serão exigidas a implantação imediata do Plano Odontológico, mais celeridade na discussão do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) e melhores condições de trabalho. 

Para Ronaldo Zeni, diretor de Formação do SindBancários e diretor da Fetrafi, o diálogo estabelecido com a Superintendência foi positivo. “Esperamos que as denúncias relatadas tenham o tratamento adequado para que os trabalhadores possam fazer seu serviço com mais tranqüilidade. É extremamente importante que tenhamos uma grande mobilização no dia 23, a fim de que o banco saiba da nossa disposição de luta em torno do PCCS”, observa Zeni. 

O diretor do SindBancários, Pedro Loss, entende que as negociações com o BB devem avançar mais. “Existem dois Bancos do Brasil. Um que a direção quer vender para a sociedade e para os funcionários, e outro que existe de fato, no dia-a-dia dos bancários. O primeiro vende a ideia que é a instituição da responsabilidade social, e afirma que o relacionamento com seus colaboradores têm melhorado. Mas na prática, trabalhamos no segundo, que exclui o trabalhador de baixa renda. Como todos os clientes do banco, ele enfrenta longas filas no atendimento, ocasionado por falta de funcionários. Sem contar a pressão abusiva exercida sobre os funcionários do BB, na cobrança de metas muitas vezes fora da realidade e em horários impróprios. Esse não é o Banco do Brasil que queremos e o Brasil precisa”.

BB 2.0 e CSO 

Sobre o BB 2.0, o movimento sindical se mostrou preocupado com o afastamento de seu papel de banco público ao priorizar o atendimento aos clientes com maior poder aquisitivo. Os representantes do BB admitiram o distanciamento e confirmaram que a Caixa se porta hoje muito mais como um banco público que o BB. Garantiram que toda a população continuará sendo atendida, entretanto não em toda e qualquer agência, confirmando a preocupação dos sindicalistas. 

Também foram requisitados dados sobre o comissionamento dos ex-funcionários da extinta Plataforma de Operações do Centro de Suporte Operacional (CSO) em Porto Alegre que, conforme acordo com o banco, seriam priorizados nas duas primeiras fases implementação do novo modelo de atendimento. Estariam pendentes 22 bancários, sendo que 14 estão concorrendo aos cargos comissionados na segunda fase do BB 2.0, cujo término será na segunda, dia 21. A SuperRS se comprometeu a priorizar esses funcionários. 

PCCS e Plano Odontológico 

O banco admitiu também estar em débito com o movimento sindical quanto ao novo Plano Odontológico e definiu sua implementação como o grande compromisso do ano. A instituição garantiu que ele será fornecido sem custeio para o funcionalismo e dependentes, e lamentou os prejuízos advindos das manifestações que estão ocorrendo no Brasil inteiro. 

Sobre o PCCS, foi exposta a expectativa de que o novo Plano esteja à disposição até o fim do ano. O banco confirmou a continuidade dos debates e reuniões, mesmo se mostrando convicto de que o PCS atual está adequado à necessidade do funcionalismo, o que foi questionado pelos presentes. 

Assédio moral e condições de trabalho 

O SindBancários e a Fetrafi apresentaram as iniciativas na área da saúde, como a Campanha Tudo Tem Limite, o convênio de atendimento aos bancários com stress pós-traumático, causado em situações como assaltos a banco, e outro com a UFRGS para oferecer cursos na área de saúde do trabalho. 

Foi salientado que as ferramentas não pretendem causar constrangimento às instituições, mas sim auxiliar o trabalhador e suprir as deficiências dos planos de saúde oferecidos aos bancários, e aprofundar debates sobre o tema, apontando os problemas e possíveis soluções. O SindBancarios agendará reuniões nos locais de trabalho para apresentar a campanha aos trabalhadores. 

O banco confirmou que o projeto que define os comitês de ética, uma conquista da Campanha Salarial 2009, será apresentado para a Comissão de Empresa em reunião prevista para terça, dia 22. A expectativa é de que todos os pontos para sua implementação estejam definidos até o fim de julho. 

Cada estado terá um funcionário, com estabilidade, eleito para o Comitê, com a função de combater não só o assédio moral e sexual, mas qualquer conduta ilegal no ambiente de trabalho. 

SESMT 

O SESMT (Serviços Especializados em Engenharia e em Medicina do Trabalho), outra conquista da Campanha Salarial de 2009, deve começar a operar em agosto, segundo o banco. Até o começo de 2011 os serviços devem funcionar parcialmente, já que o quadro de 140 funcionários só poderá ser preenchido com concurso público, impedidos de serem feitos até 2 de janeiro em virtude das eleições. 

Demandas estaduais 

Representantes de sindicatos do Interior apresentaram uma série de denúncias e reclamações, como gerentes que cobram metas, com constantes mensagens via celular das 6h às 0h, priorização das informações às Gerev em detrimento da realização de negócios e o desrespeito de alguns administradores expondo individualmente trabalhadores. 

Ainda denunciaram o desrespeito aos 10 minutos de intervalos para caixas a cada hora trabalhada, a privação de gozar os 30 dias de férias com a obrigatoriedade da venda de dez dias, e a discriminação feminina no processo de ascenção. A Superintendência prometeu averiguar todas as denúncias apresentadas. 

Cassi 

Foi solicitada a intervenção mais efetiva das administrações na busca de credenciamentos de médicos, especialmente no Interior do Estado. 

Segurança 

Nos dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo, com horário às 15h30mim, foi reivindicado o fechamento integral da agência às 15h. 

Reestruturação Gecoi 

Uma nova reestruturação, desta vez na Gecoi, atingirá nove pessoas. O tratamento dado será o mesmo dado ao CSO, onde serão priorizados em futuros comissionamento. Foi reivindicado a suspensão da reestruturação.

 

Fonte: Imprensa SindBancários com edição da Fetrafi-RS
21/06/2010