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Sindicato paralisou agência Santander/Real em protesto contra o assédio moral praticado pelo gerente
21/05/2010

O assédio moral praticado pelo gerente geral sobre os funcionários da agência do Santander/Real de Passo Fundo se tornou insuportável. Isto, apesar de nos últimos meses, a diretoria do Sindicato dos Bancários de Passo Fundo e Região ter conversado com o administrador buscando uma solução para o caso.  Além disso, a entidade denunciou a prática do assédio moral também ao setor de Recursos Humanos do banco.  Não adiantou. Passados meses, a situação permaneceu a mesma.

Diante disso, a diretoria do Sindicato resolveu partir para uma ação mais contundente.  Na manhã de terça-feira, 18, às 7 h, os dirigentes sindicais já estavam posicionados em frente à agência, com carro de som, para denunciar o assédio moral à população passofundense e exigir providências da diretoria do banco no sentido de banir tal prática.  O objetivo era manter a agência fechada até que houvesse alguma resposta do banco no sentido de resolver o problema.  Os sindicalistas ainda distribuíram à população um panfleto, que pode ser lida abaixo, onde expunham o motivo da manifestação e paralisação da agência. Por volta das 10:30 h, a Superintendência de Relações de Trabalho do Santander entrou em contato com o Sindicato e propôs uma negociação.  O banco decidiu enviar a Passo Fundo, até esta sexta-feira, o representante do órgão, Eloy Schneider, para uma reunião com todos os funcionários e a gerência. A reunião foi realizada ainda na quarta-feira, 19.

Solidariedade

 

A necessária solidariedade de classe entre os trabalhadores mais uma vez se concretizou na paralisação da agência do Santander/Real, ocorrida na terça-feira. Diretores de vários outros sindicatos e membros do MST estiveram apoiando a diretoria do Sindicato dos Bancários na manifestação.  

 

Cobertura da Rádio Comunitária

 

A manifestação teve cobertura ao vivo da Rádio Comunitária Igaí FM 104.9,a primeira rádio comunitária de Passo Fundo, que oportunizou um largo espaço para que os dirigentes sindicais expusessem aos ouvintes os motivos da manifestação em frente à agência do Santander/Real.

 

  

O panfleto distribuído à população:

 Assédio moral campeia na agência

do Santander/Real de Passo Fundo

O Sindicato dos Bancários de Passo Fundo e Região vem denunciar à população passofundense o assédio moral que está campeando solto na agência do Santander/Real de nossa cidade. A diretoria da entidade já conversou por diversas vezes com o gerente da agência buscando uma solução para os problemas e não logrou êxito; não houve mudança na sua postura e atitudes. Por isso, a paralisação que a entidade está promovendo nesta terça-feira.

É brutal a pressão psicológica que a atual administração impõe ao conjunto dos funcionários da agência na cobrança pelo atingimento de metas. Nos depoimentos das bancárias e bancários, revela-se um verdadeiro clima de terror em seu local de trabalho. E o causador de tudo, segundo eles, é o gerente geral que impôs a seus comandados o sistema de planilhas. Nelas constam as metas a serem atingidas, cujo cumprimento ele fica a cobrar dos funcionários; não uma, mas várias vezes por dia.

E o faz até o ponto da saturação, de tal forma que alguns trabalhadores, sentindo-se inúteis, já deixam transparecer sinais de início de depressão. De raiva ou de humilhação, colegas, mesmo os homens, são vistos a chorar dentro da agência.  “O que você tá fazendo que ainda não atingiu a meta?”, “Não vou manter o teu cargo se não cumprir as metas”, “Não me interessa se tá difícil, dê conta”, “Eu não serei demitido, portanto tratem de cumprir as metas desta agência” são alguns dos termos que o gerente usa para se dirigir a seus funcionários. O tom é sempre ameaçador e até mesmo os vigilantes da agência procuram fazer rodízio para não ficarem muito tempo perto do gerente

A agência do Santander/Real em Passo Fundo tem mantido o 4º posto entre todas as agências do país no cumprimento de metas, demonstrando a dedicação e a capacidade de seus funcionários, o que torna mais descabida ainda a postura autoritária do gerente. O Sindicato está exigindo da diretoria do banco que tome providências urgentes para coibir o assédio moral. Caso as providências não forem tomadas, as paralisações e denúncias vão continuar.

 

Sindicato dos Bancários de Passo Fundo e Região-CUT

Maio/2010

 

Secretaria de Imprensa e Divulgação