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Diálogos para Ação aborda violência no trabalho
26/04/2010

A programação do projeto Diálogos para a Ação foi retomada nesta sexta-feira com o relançamento da campanha Tudo Tem Limite: tolerância zero com a violência dos bancos e um painel sobre violência no trabalho . Na abertura da atividade o diretor do SindBancários, Ronaldo Zeni, saudou os delegados sindicais reeleitos e os novos, que estão assumindo a função pela primeira vez neste ano. Ele também destacou os objetivos do Projeto Diálogos para Ação, uma parceria do SindBancários e da Fetrafi-RS. 

“O Diálogos para Ação procura dar formação e unidade para a nossa ação sindical. Estamos fomentando um debate teórico e conceitual sobre violência no trabalho para compreender melhor a nossa luta e termos instrumentos para enfrentar os problemas dos bancários.”. 

Já o presidente do SindBancários, Juberlei Baes Bacelo, disse que os delegados sindicais exercem um papel fundamental, pois conseguem traduzir o que acontece direto do local de trabalho. “O debate de hoje aborda um tema que está entre as prioridades do movimento sindical: o combate à violência no trabalho. Temos dificuldades para negociar este tema com os bancos devido à falta de dados que comprovem a violência praticada dentro de suas instituições. Nosso objetivo é incentivar o bancário a denunciar e registrar os seus problemas”. 

Também participaram da mesa de abertura da atividade os diretores do SindBancários, Lourdes Rossoni; da Fetrafi-RS, Amaro Souza; e a assessora de saúde, Jacéia Netz. 

O médico, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e assessor da Campanha Tudo Tem Limite, Paulo Antônio de Oliveira Barros disse que no SindBancários existe uma organização com trabalhos concretos a favor da saúde coletiva. “A relação entre a universidade e o sindicato começou há 10 anos. É uma categoria que se organiza”. 

Segundo ele, o capital consegue tornar os problemas no ambiente de trabalho não aparentes, mas quando alguém adoece ou morre não é possível esconder. “A cada modificação no mundo do trabalho surgem novas formas de agressão. Por isso é preciso dar um diagnóstico para estas agressões, que geram os reflexos na saúde. Com a mudança do trabalho também houve uma mudança radical nas formas de adoecer”. 

O médico observa que a sobrecarga de trabalho é tão intensa, que hoje não faz diferença se a pessoa trabalha 6h ou 8h. Em ambas as situações os trabalhadores apresentam os mesmos sintomas. “No caso dos bancários sabemos que trabalham dentro e fora do banco. O cara é bancário 31 dias por mês, 24h por dia”. 

Segundo o professor, a universidade se coloca como parceira para encontrar as saídas, junto com o sindicato, que melhorem as condições de vida dos trabalhadores. “Se existe um limite aqui, precisamos achar outras formas de enfrentar a sobrecarga, essa presença quase permanente no trabalho”.

 

 

Fonte: Marisane Pereira Mtb/RS9519 - Imprensa Fetrafi-RS - 23/04/2010