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Dia Nacional de Luta mobiliza bancários do BB em todo o país
22/04/2010

Manifestações e paralisações mobilizaram os funcionários do Banco do Brasil de todo o país  para pressionar o BB a atender as reivindicações do funcionalismo nas mesas temáticas específicas e na negociação permanente agendadas para abril.

A Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB) recebeu informes de atividades em Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Juiz de Fora, Belém e Teresina, entre outras cidades. 

"Os bancários foram para a luta e mostraram que estão organizados e atentos às atitudes da direção do banco, que insiste em ampliar as metas do acordo de trabalho, mas se esquece de melhorar as condições de trabalho e apresentar propostas para as reivindicações dos bancários", afirma Eduardo Araújo, coordenador da CEBB. "Esperamos que a empresa traga uma nova postura para a próxima rodada da negociação permanente", conclui.

Veja mais sobre as mobilizações dos bancários:

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Negociações e mesas temáticas

Os trabalhadores do BB terão uma extensa agenda de reuniões neste final de abril. A primeira reunião ocorre na quarta-feira, 27, para debater saúde e condições de trabalho. Na pauta do encontro debates sobre PCMSO, afastamentos por licença saúde e QVT/Ecoa.

Já no dia 28, acontece a próxima rodada de negociação entre a Comissão de Empresa e os representantes do BB, quando entra na pauta toda a lista de assuntos debatidos nas mesas temáticas, além de outras reivindicações. Os bancários vão cobrar a implantação do plano odontológico, dos Comitês de Ética (de combate ao assédio moral) e do Sesmt.

No dia 29, haverá nova rodada de mesa temática, na qual estarão em discussão pontos da pauta sobre Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS): categorias de funcionários, piso salarial, pontuação por antiguidade, pontuação pela experiência no cargo/função, progressão horizontal e interstícios.

Contendo uma série de distorções, o atual plano de carreira dos funcionários do BB foi imposto pela direção da instituição em 1997, sob o governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso. Um dos principais problemas está no desrespeito à jornada de 6 horas e na lógica do piso salarial rebaixado junto com a valorização exclusiva das funções comissionadas - o que abre brechas para a prática de assédio moral.

Entre as premissas aprovadas pelos funcionários para o novo PCCS estão o aumento do piso conforme tabela do Dieese (R$ 1.995), promoções maiores por tempo de banco e por exercício de cargos, incorporação das comissões, critérios claros e objetivos para promoções e descomissionamentos, jornada de seis horas sem redução salarial.


Fonte: Contraf-CUT – 20/04/2010