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Santander negocia e garante renovação da maioria das cláusulas do aditivo
19/11/2009

Em negociação realizada com a Contraf-CUT e as entidades sindicais nesta quarta-feira, dia 18, em São Paulo, o Santander garantiu a renovação da maioria das cláusulas do Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2009. Nova rodada para discutir as pendências e as propostas de novas cláusulas será agendada pelo banco na segunda-feira, dia 23. Ainda será realizada outra reunião para debater o Acordo do Programa de Participação nos Resultados (PPR).

Assim, ficam mantidas cláusulas como a licença de dois dias por motivo de doença de filhos, a ampliação do horário de amamentação, a licença-adoção, o intervalo de 15 minutos dentro da jornada de seis horas, o comitê de relações trabalhistas, o fórum de saúde e condições de trabalho, a PLR para aposentados entre 02.08.2009 e 31.12.2009, dentre outras.

O Santander é o único banco privado no Brasil que assina aditivo à convenção coletiva com a Contraf-CUT e as entidades sindicais, ampliando conquistas para os trabalhadores.

Pendências

Ficaram pendentes as cláusulas que prevêem incentivos para aposentadoria, como a licença remunerada pré-aposentadoria ("pijama"), cuja validade termina no dia 30 de março de 2010. "Reivindicamos a manutenção dessa importante conquista até 31 de agosto de 2010", afirma o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. 

O "pijama" foi incluído no aditivo do ano passado para evitar demissões durante a fusão com o Real, cujo processo está em andamento nos centros administrativos e ainda não começou na rede de agências. Anteriormente, esse mecanismo fora inserido num acordo coletivo do Banespa e na Espanha. 

"Sua função ainda não terminou. E nem que somente um trabalhador possa usufruir dele nesses cinco meses já terá valido a pena porque será uma demissão a menos", destaca a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Rita Berlofa, lembrando que espanhóis e uruguaios também possuem cláusulas semelhantes e que o Santander é o único banco no Brasil com esse tipo de acordo.

Outra pendência é o abono indenizatório. "Queremos manter esse incentivo e melhorar o valor, de forma que se torne mais atrativo para os trabalhadores aposentados que ainda estão na ativa e que, ao se afastarem, ajudarão a evitar uma demissão", ressalta Rita. Muitos funcionários não aderiram e as entidades sindicais reivindicam ampliação das vantagens.

Também ficaram pendentes algumas cláusulas para ajustes de redação, mas sem problemas de conteúdo. O superintendente de Relações Sindicais do Santander, Jerônimo dos Anjos, ficou de reavaliar todas as pendências. A rodada foi considerada positiva pelos representantes dos bancários.

Expectativa de novas conquistas

Na próxima rodada serão discutidas as propostas de inclusão no aditivo. Muitas delas são hoje benefícios que se encontram na cartilha distribuída, em maio, pelo banco aos funcionários, como as bolsas de auxílio-educação, a ajuda social extraordinária e o auxílio-academia, dentre outros. 

"Queremos valorizar o diálogo e a negociação coletiva com o Santander. Para tanto, queremos transformar essas importantes vantagens em conquistas para os trabalhadores, evitando que amanhã ou depois qualquer gestor do banco resolva cancelar unilateralmente esses benefícios", salienta Ademir. "São cláusulas sociais que precisam ser protegidas e valorizadas", reforça.

"Esperamos avançar porque nossas reivindicações são todas de cunho social e de conhecimento do banco, já contratadas com os sindicatos espanhóis", aponta Rita. "Queremos contratar também para os trabalhadores brasileiros, não como prática social, mas garantidas no acordo aditivo e válidas para todos. É bom para a empresa porque agrega valor pela boa prática de governança corporativa e valoriza os funcionários", acrescenta.

Prêmio para quem já completou 25 anos 

Os dirigentes sindicais voltaram a cobrar o pagamento do prêmio de dois salários para os funcionários do Santander que completaram 25 anos de casa até o final de 2008, conforme bonificação vigente no Real. 

"Já pedimos ao Santander os números, mas eles ainda não nos apresentaram. Essa prática era válida no Real e foi estendida ao Santander. Ou seja, o número de trabalhadores é pequeno, o impacto financeiro é baixo, mas o nível de satisfação e contentamento do trabalhador é alto, um custo-benefício com o qual o banco pode arcar", frisa Rita.

Os representantes do banco prometeram levantar os números para a próxima rodada. "Queremos incluir esse prêmio no aditivo e estender essa importante valorização para os trabalhadores oriundos do Banespa, Meridional, Noroeste e Geral do Comércio que completaram 25 anos de serviço antes de janeiro de 2009", conclui Ademir.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo – 18/11/2009