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Funcionários do BB começam nesta terça a debater proposta para PCCS
16/11/2009

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) da Contraf-CUT começa nas próximas terça e quarta-feiras, dias 17 e 18, em Brasília, sua preparação para os debates com o BB a respeito do Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS). Na campanha salarial deste ano, os funcionários conquistaram o compromisso da empresa de implementar um plano com prazo até 30 de junho de 2010.

A mesa de negociações específicas sobre PCCS será instalada, conforme compromisso assumido na campanha. "Trata-se de uma conquista importante que contempla uma reivindicação antiga dos funcionários. Precisamos agora nos mobilizar para debater o tema, preparar nossa proposta e manter a pressão sobre o banco durante as negociações e conquistar um PCCS transparente e justo para o funcionalismo", afirma Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT e coordenador da CEBB.

Princípios

A Contraf-CUT defende que o PCCS contemple os seguintes pricnípios:

- Incorporação das comissões ao salário.
- Promoções horizontais e verticais.
- Critérios claros e objetivos para promoções e nomeações.
- Ampliação das faixas de remuneração.
- Jornada de 6 horas para comissionados.

Histórico

A demanda dos bancários por um novo plano de carreira data de 1997, quando, em um dos maiores ataques aos trabalhadores do BB, o governo FHC retirou o antigo PCS. Na sequência, o banco implantou o modelo de VRs, criando pisos por cargos e diminuindo a importância das comissões.

Depois de muita pressão dos trabalhadores, o banco concordou em 2003 em criar um Grupo de Trabalho para discutir as premissas de um novo PCS/PCC, que funcionpou até o ano seguinte sem que houvesse acordo. 

A última movimentação do banco sobre o tema aconteceu em 2007, quando a direção tentou implementar um modelo restritivo de PCS de forma unilateral, rejeitado pelo funcionalismo.

Outros temas 

A reunião também irá debater outros temas que serão discutidos nas negociações permanentes, como previdência e saúde.


Fonte: Contraf-CUT