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HSBC pratica coação e proíbe funcionários de participarem do Dia do Preto
04/11/2009

Roupa livre na sexta? Que nada... Os bancários do HSBC foram mais uma vez vítimas de assédio moral. Para reprimir o Dia do Preto agendado pelo movimento sindical para esta sexta-feira, o HSBC realizou videoconferência na quinta (29) para proibir os trabalhadores de usar roupas de cor preta durante o atendimento bancário. 

Além de atacar o livre direito de manifestação dos bancários, o banco ainda sugeriu aos trabalhadores que usassem camisetas de times de futebol para trabalhar nesta sexta. “Esta é uma provocação e enfrentamento ao movimento sindical. A direção do banco inglês também expressa o seu total desrespeito aos seus funcionários. O banco praticou assédio moral contra os trabalhadores, que têm o direito de protestar diante da manobra feita pelo HSBC para reduzir a PLR”, salienta o diretor da Feeb/RS, Jorge Vieira. 

Entenda a manobra da PLR 

O HSBC divulgou recentemente balanço apontando lucro de R$ 2,1 bilhões no primeiro semestre. Entretanto, em uma manobra contábil, reduziu desse volume R$ 1,9 bilhão, montante que estaria provisionado para despesas que possam vir a ocorrer. Assim, o lucro líquido caiu para R$ 249,761 milhões.  

Enquanto isso, acionistas e executivos do HSBC estão recebendo seus dividendos de acordo com os R$ 2,1 bilhões, enquanto que a PLR dos bancários tem como base o menor lucro divulgado pelo banco.

 

Paralisações

A manobra gerou uma reação imediata do movimento sindical em todo o Brasil. Na quarta-feira os bancários fizeram um dia de paralisação no HSBC em diversas agências. Em Porto Alegre, a agência localizada na rua General Câmara, no Centro, não abriu as portas. Panfletos foram distribuídos para bancários e para a população. Na cidade de Pelotas a agência Centro também teve o atendimento paralisado até às 12h.

 

 

*Imprensa Feeb/RS - 30/10/2009