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Negociação garante reajuste no piso de escriturários e caixas do Unibanco
04/11/2009

O piso de escriturários e caixas do Unibanco receberá em novembro um aumento de mais de 6% por conta da equiparação salarial com os bancários do Itaú. A conquista foi garantida durante negociação entre Contraf-CUT e a empresa ocorrida nesta terça-feira, 3, em São Paulo, em que os dirigentes sindicais cobraram mais uma vez igualdade de direitos entre os trabalhadores dos dois bancos no processo de fusão.

O salário inicial dos escriturários do Unibanco passará de R$ 1.089,49 para R$ 1.156,50, valor pago no Itaú, o que equivale a um reajuste de 6,15%. No caso do piso dos caixas do Unibanco, o valor subirá de R$ 1.538,98 para R$ 1.634,63, representando ganho de 6,21%.

"Temos discutido com o banco desde o início da fusão a garantia dos direitos dos funcionários do Itaú e Unibanco. Graças a essa pressão esse processo começa a chegar a soluções favoráveis para os trabalhadores", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. "Precisamos manter a nossa atenção para garantir as condições mais vantajosas para os trabalhadores nos demais pontos a serem negociados", acrescenta.

O banco também anunciou a isenção das tarifas, que será estendida aos bancários originários do Unibanco. No caso dos juros do cheque especial, também será adotada a taxa praticada hoje no Itaú, a mais baixa entre as duas. Já as taxas de crédito imobiliário seguirão os valores vigentes no Unibanco, também os mais baixos.

O banco reafirmou que não manterá o Instituto de Assistência Pedro Di Perna (IAPP) do Unibanco para fins de empréstimo, mas se comprometeu em assegurar as condições para que os bancários tenham direito a mais um pedido. Os trabalhadores que já têm um empréstimo poderão concluir o atual e solicitar outro. Os que ainda não têm, poderão solicitar mais um pedido.

Plano de saúde

Outra discussão importante girou em torno da unificação do plano de saúde. Os trabalhadores discutiram com o banco a elaboração de uma proposta que será depois apreciada pelos trabalhadores em assembleias para a construção de um acordo coletivo sobre o tema.

> Veja aqui matéria completa sobre o plano de saúde

Emprego

Na negociação, os trabalhadores pediram explicações sobre as declarações do presidente da empresa, Roberto Setúbal, ao blog do jornalista Guilherme Barros, de que contratará entre 13 mil e 14 mil novos trabalhadores (veja mais aqui).

A cobrança dos dirigentes sindicais ocorreu no mesmo dia em que houve o anúncio do balanço do banco no terceiro trimestre, que mostrou um lucro de R$ 6,853 bilhões, um aumento de 15,5% em relação ao ano passado, e a redução de 6.062 postos de trabalho desde o início da fusão entre Itaú e Unibanco, há exatamente um ano (veja mais aqui e aqui).

O banco se limitou a descartar a existência de qualquer processo de demissão em massa e de fechamento de agências. "Uma fusão lucrativa, como já demonstrou ser essa entre Itaú e Unibanco, não pode gerar perdas de qualquer tipo para os trabalhadores. A redução de postos de trabalho está aumentando a sobrecarga de trabalho dos funcionários, levando a stress e adoecimento. É preciso proteger os empregos e ainda contratar mais bancários para melhorar as condições de trabalho e saúde de todos", afirma Carlos Cordeiro.

Uma nova rodada de negociação foi marcada para o próximo dia 16 de novembro. Serão discutidos outros pontos da equiparação de direitos para os funcionários dos dois bancos. 

 

Fonte: Contraf-CUT – 03/11/2009