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CUT intensifica campanha pela jornada de 40 horas sem redução de salário
27/10/2009

Por toda esta semana, com a divulgação de mídias para TV e rádio, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) irá intensificar a campanha nacional pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário, cujo mote é "Reduz pra 40 que o Brasil aumenta". As peças ficarão disponíveis no site http://40horasja.cut.org.br, que também conta com diversos outros materiais de propaganda, como cartazes, folders e peças para mídia impressa, além de banners para internet. 

Para virar a lei, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 231/95), que prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, precisa ser votada no Congresso Nacional, onde tramita há 14 anos. Essa PEC também garante um no custo adicional da hora extra de 50% para 75%. 

Desde sua fundação, em 1983, a CUT luta para reduzir a jornada de trabalho sem corte de salário. No ano passado, por exemplo, as centrais sindicais coletaram 1,5 milhão de assinaturas em todo o país em defesa dessa reivindicação. Esses abaixo-assinados já foram entregues ao Congresso Nacional. 

O objetivo é gerar mais empregos com carteira assinada e assim distribuir um pouco melhor a renda, aumentando a participação do trabalho no PIB nacional. Um estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Sócioeconômicos) aponta que, caso a jornada de trabalho de 40 horas semanais seja regulamentada, cerca de dois milhões de novos empregos poderão ser criados no país.

Além de ser um grande avanço social para o povo brasileiro, o trabalhador e a trabalhadora poderão se dedicar mais aos estudos, ao lazer, às atividades sociais e culturais, tão importantes para a vida e para o país, que vai se desenvolver ainda mais com o aumento do consumo e da produção. 

Marcha da Classe Trabalhadora

No dia 11 de novembro, ocorre em Brasília a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora, em defesa da redução da jornada. Neste dia, serão reafirmadas as bandeiras de luta e os projetos que apontem para a construção de uma sociedade justa, democrática e igualitária. 

Confira os eixos da 6ª marcha: 

- redução da jornada de trabalho sem redução de salário; 

- votação do PL 01/07 que efetiva a política de valorização do salário mínimo; 

- novo marco regulatório para o pré-sal, que prevê a garantia do controle estatal e social do petróleo e seus derivados em todo o território nacional e que reafirma nossa soberania; 

- atualização dos índices de produtividade da terra e aprovação da PEC 438/01 contra o trabalho escravo; 

- ratificação das Convenções 151 (sobre a garantia de negociação coletiva no serviço público) e 158 (que coíbe a demissão imotivada) da OIT; 

- aprovação do PL 1621/07 - proposta da CUT encaminhada à Câmara pelo deputado Vicentinho (PT-SP), sobre a regulamentação da terceirização e combate à precarização nas relações de trabalho.


Fonte: CUT