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BB reafirma proposta com debate de PCS e não desconto dos dias parados
09/10/2009

Em contato nesta sexta-feira, dia 9, com o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão de Empresa dos Funcionários, a direção do Banco do Brasil reafirmou a proposta específica apresentada aos trabalhadores na negociação na última quarta-feira, dia 7, e se comprometeu a incluir o dia 9 na compensação dos dias parados, desde que os trabalhadores aprovem a proposta do banco e voltem ao trabalho na próxima terça-feira, dia 13.

A compensação seguirá a regra conquistada no acordo com a Fenaban, que prevê compensação até o dia 15 de dezembro deste ano, sem qualquer desconto nos salários. Além disso, a compensação será limitada a duas horas por dia e não pode recair nos finais de semana ou feriado, nem incidir sobre horas extras feitas antes da assinatura do acordo.

A direção do BB reafirmou também o compromisso com o debate e implantação de um novo Plano de Cargos e Salários (PCS). O início das discussões ocorrerá em novembro deste ano e o prazo para definição do plano para implantação é junho de 2010. Dentre outros temas serão discutidas as questões relativas à promoção por mérito, jornada de seis horas, sétima e oitava hora etc. (veja mais aqui).

 

A seguir, a proposta apresentada pelo BB:

 

PCCS - O banco colocará no Acordo Aditivo cláusula garantindo a retomada da negociação para tratar o Plano de Carreira, Cargos e Salários a partir de novembro e com prazo de definição para implantação até junho de 2010. Dentre outros temas serão discutidas as questões relativas à promoção por mérito, jornada de seis horas, sétima e oitava hora etc.

Valorização do Piso - a partir de 1º de outubro, o banco reajustará em mais 3% o VP do E 1, corrigindo todo o PCS no mesmo valor.

PLR - Foi reafirmado o modelo de PLR praticado nos anos anteriores, sendo que para o pagamento do primeiro semestre de 2009 o valor será cerca de 6% menor que o do primeiro semestre de 2008 em virtude do montante a ser distribuído ser equivalente, mas ter aumentado em cerca 9.300 funcionários, elevando o número de beneficiários.

Assédio moral - o banco apresentou proposta de cláusula sobre assédio moral, comprometendo-se a implementar o Programa de Gestão da Ética, que tem como objetivo o "combate ao assédio moral e outros eventuais desvios comportamentais". O programa prevê o lançamento de uma Cartilha sobre o tema nos próximos 15 dias. Serão implantados também Comitês Regionais de Ética em todos os estados do País, contando com a participação de funcionário escolhido por eleição direta, acompanhada pelo sindicato local. 

Isonomia - os abonos assiduidades poderão ser acumulados e/ou vendidos por todos os funcionários, inclusive os pós 98. Além disso, o banco anunciou que está regularizando a situação dos funcionários pós-98 no que diz respeito ao acesso de recurso do Pavas (Programa de Atendimento a Vítimas de Assaltos e Sequestros), que deixa de ser de ressarcimento e passa a ser de antecipação de recurso.

Contratações - O banco contratará mais 10 mil funcionários, sendo 5 mil em 2010 e os outros 5 mil em 2011. Contratará ainda 5 mil adolescentes aprendizes.

Equidade de gênero - será implementado programa de equidade de gênero para garantir ascensão profissional mais eqüitativa para as mulheres, conforme princípios definidos pela Secretaria Especial da Mulher do governo federal.

SESMT - cumprindo o que determina a NR 4, o banco implantará plataformas de SESMT em todas as unidades da federação, sendo que haverá um setor de controle em Brasília.

Lateralidade - foi reafirmada a volta das substituições nas agências com até sete funcionários, sendo que o substituto será de outra dependência. Além disso, o banco estenderá o fim da lateralidade aos primeiros gestores, sendo que neste caso o substituto deverá ser da mesma unidade.

Férias - O banco incluirá no acordo cláusula que permita aos funcionários com mais de 50 anos antecipar e parcelar férias, antiga reivindicação dos trabalhadores.

Igualdade - O banco ampliará de 5 para 30 dias a licença-adoção para pais solteiros e homoafetivos.

Banco mantém modelo de PLR em 2009

O Banco do Brasil manterá no primeiro semestre de 2009 o mesmo modelo dos anos anteriores para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Sendo assim, o banco pagará 45% do salário paradigma, mais uma verba fixa de R$ 483, mais 4% do lucro líquido do semestre distribuídos linearmente, o que equivale a R$ 1.730,96.

Em relação ao primeiro semestre de 2008, 9.384 funcionários foram incluídos para a distribuição da PLR, por conta de novas contratações do banco e dos funcionários do Besc e BEP incorporados no final de 2008.

"Esse é o modelo de PLR que temos defendido e que consideramos mais justo por incluir a distribuição linear de uma parte dos lucros, modelo que foi adotado nessa campanha salarial na proposta da Fenaban para a Convenção Coletiva da categoria", afirma Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT.

Veja abaixo alguns exemplos do valor bruto de PLR que será recebido no primeiro semestre deste ano de acordo com o salário de cada função:

Escriturário - R$ 2.890,48

Caixa - R$ 3.189,34

Assistente B - R$ 3.492,61

Analista B - R$ 6.057,98

Gerente de Módulo (4689) - R$ 5.840,90 
 


Fonte: Contraf-CUT