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Vice-prefeito defende manutenção do CSO do Banco do Brasil em POA
22/09/2009

Uma comitiva do SindBancários foi recebida na tarde de quinta-feira, dia 17, pelo vice-prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), em seu gabinete. Os dirigentes sindicais pediram apoio para que o Centro de Suporte Operacional (CSO) do Banco do Brasil, na capital gaúcha, não seja transferido em dezembro para Curitiba, como pretende a direção do BB.

Fortunati, que é funcionário aposentado do BB e já foi presidente do SindBancários (1984-86), recebeu da comitiva um documento expondo as preocupações da entidade com a transferência do CSO. O vice-prefeito considerou válida a reivindicação, classificando alguns dados como "gritantes", e fez questão de manifestar apoio subscrevendo também o abaixo-assinado. 

Antes de entregar o documento a Fortunati, o funcionário do BB e diretor do SindBancários, Pedro Loss, lembrou que vereadores, deputados e entidades relacionadas com o desenvolvimento agrícola do RS já assinaram o abaixo-assinado que defende a permanência do CSO em Porto Alegre.

"Não tem lógica essa mudança. Essa transferência não vai acarretar prejuízos somente à economia gaúcha, mas também ao próprio BB e aos funcionários, acostumados com a rotina do CSO. Esses bancários precisarão ser alocados", ressaltou o funcionário do BB e diretor de Comunicação do SindBancários, Flávio Pastoriz.

O funcionário do BB e diretor do SindBancários Júlio Soares Vivian, lembrou que 25% das verbas do Pronaf são oriundas do Rio Grande do Sul, e que não tem sentido afastar o CSO de Porto Alegre. Segundo ele, a transferência pode fazer o Estado refém do Paraná, pois Curitiba analisará todos os recursos dos quais o RS depende para se desenvolver econômica e socialmente.

O funcionário do Santander e diretor do SindBancários e da Contraf-CUT, Paulo Stekel, questionou a necessidade de centralização, projeto que o BB vêm implementando em várias áreas desde 2007 e que até agora não trouxe vantagens. Além disse, lembrou o diretor, a transferência "deverá aumentar o tempo de resposta dos pedidos de empréstimos, o que prejudicará o desenvolvimento econômico e social do Estado". 


Fonte: Imprensa/SindBancários – 18/09/2009