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Manutenção do CSO do BB em POA tem apoio da bancada federal gaúcha
01/09/2009

Em reunião com a bancada federal gaúcha, no Salão Convergência da Assembleia Legislativa do RS, diretores do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região e da Federação dos Bancários (Feeb/RS) discutiram a permanência do Centro de Suporte Operacional (CSO) em Porto Alegre. O deputado federal Beto Albuquerque (PSB) comprometeu-se a recolher assinaturas para o abaixoassinado e prometeu unificar a bancada gaúcha nesta luta. 

Albuquerque também lembrou que nesta terça, dia 1º de setembro, se reunirá, em Brasília, com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, quando tratará da viabilidade da manutenção do CSO na capital. 

Por parte do SindBancários, estiveram o presidente, Juberlei Baes Bacelo, o diretor de Comunicação, Flávio Pastoriz, o diretor de Formação, Ronaldo Zeni, o diretor do SindBancários, Julio Cesar Vivian, e o diretor da Feeb/RS, Mauro Cardenas, o Maurão. 

Participaram da reunião, além de Albuquerque, os deputados federais Emilia Fernandes (PT), Maria do Rosário (PT), Mendes Ribeiro Filho (PMDB), Afonso Hans (PP), Renato Moulin (PP) e os deputados estaduais Raul Pont (PT), Adão Villaverde e Alberto Oliveira (PMDB). 

Zeni explicou que o CSO é de extrema importância para o Estado, já que 25% das verbas do Pronaf passam pela avaliação de Porto Alegre. "O que está preocupando a todos nós não são somente os 150 trabalhadores que terão de ser realocados e que, por sinal, já vem recebendo pressão do banco para serem transferidos para Curitiba. Também nos preocupamos com as 80 mil operações que são feitas aqui no Rio Grande do Sul. Já passamos um abaixoassinado na Câmara Municipal, que foi muito bem recebido", lembrou. 

Zeni também destacou o projeto Excelência no Atendimento, que o BB vem implementando em suas agências e consequentemente excluindo as camadas mais pobres da população. "Conforme esse serviço, as pessoas com menor renda não podem ser atendidos dentro do banco", define. 

Emília Fernandes entrou em contato com a direção do BB para saber o que estava acontecendo, tão logo tomou conhecimento do ofício do SindBancários, em junho. "Não fiquei satisfeita com os argumentos que recebi do banco, e acho que devemos lutar pela permanência do Centro em Porto Alegre até esgotar todas as possibilidades", explicou a parlamentar, reafirmando seu apoio à causa. 

Maria do Rosário disse que já se pronunciou na Câmara Federal em defesa da reivindicação do SindBancários, ocasião em que a diretoria do BB esteve presente para apresentar seus argumentos para a realização da transferência. Fazendo coro com Emília, alegou não considerar relevantes as justificativas apresentados pelo banco e ratificou seu apoio. Também destacou a importância política e econômica para o Rio Grande com a manutenção do CSO em Porto Alegre. 

Pastoriz também questionou as alegações do BB para a mudança. "Há resposta para tudo. Entretanto, não podemos aceitar essa que o banco está apresentando, sem uma argumentação realmente pertinente. É de nosso conhecimento de que nos estados, onde ocorreram a centralização, o banco tem enfrentado diversos problemas, como o atraso nas operações de crédito", acrescenta o diretor. Para ele, o argumento de 'ganho em escala', em relação aos custos operacionais e de logística, que a direção do banco defende, não tem se mostrado eficaz, principalmente em Curitiba. 

Já Vivian destacou que vários agricultores do Rio Grande dependem de incentivos federais para poderem investir no cultivo de suas terras. "É muito sério o que o BB está fazendo com o nosso Estado, com alta produtividade agrícola". 

O diretor do Sindicato também criticou o Excelência no Atendimento. "O governo mudou a direção do BB, para que ele ganhasse um caráter mais social, e o que está acontecendo é o contrário. Esse projeto, inclusive, é de responsabilidade da gestão anterior que foi deposta recentemente pelo presidente Lula. Não entendemos o motivo da atual direção manter este programa, que não respeita o cidadão que tem receita inferior a R$ 2 mil." 

Maurão disse que a atuação do BB está muito distante do perfil público que os funcionários defendem. "Como maior instituição pública do país, o banco deveria reduzir os juros e o spread, para regular o mercado. Mas o que temos visto é o contrário, com disputa de mercado como se fosse uma instituição comercial", afirmou. "Queremos o BB fomentando o desenvolvimento da produção agrícola do nosso Estado", completou o dirigente. 


Fonte: Imprensa/SindBancários – 31/08/2009