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Caixa faz diagnósticos e premissas ao novo Plano de Cargos Comissionados
13/07/2009

Nesta quarta-feira, dia 8 de julho, em Brasília, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e a Caixa Econômica Federal retomaram mais uma rodada do processo de negociações permanentes. 

A Caixa apresentou os diagnósticos e premissas para o novo Plano de Cargos Comissionados (PCC), chamado de Plano de Funções Gratificadas (PFG). Entre as premissas do plano destacam-se a diminuição no número de cargos; a substituição das três tabelas salariais em uma única para todas as funções gratificadas; e o estímulo para que os empregados possam crescer horizontalmente dentro de suas carreiras, sobretudo na rede e nas filiais. A Caixa garantiu que na sua proposta não haverá redução de remuneração.  Clique aqui para conhecer a proposta da Caixa na íntegra

Os empregados também apresentaram sua proposta para o novo PCC. Aprovada em plenária nacional específica, a proposta é focada em grandes temas, numa perspectiva estrutural - clique aqui para conhecer a proposta dos empregados

O debate e a negociação de um novo Plano de Cargos Comissionados são conquistas do acordo coletivo da última campanha salarial. A Caixa cumpriu seu compromisso de apresentar a proposta. A próxima reunião para apresentação final está pré-agendada para o dia 16 de julho.

Saúde Caixa

Foi discutido o regimento para a criação dos comitês de acompanhamento do Saúde Caixa em cada uma das 15 Gipes (Gerência de Pessoas). O conteúdo foi consensuado no GT Saúde, grupo de trabalho que reúne representantes dos bancários e da empresa para discutir e propor soluções para os problemas de saúde na Caixa Econômica Federal. A empresa se comprometeu a analisar o regimento com mais detalhes e retornar sobre a implantação nos próximos dias.

A comissão dos empregados também cobrou da empresa soluções para alguns problemas urgentes do Saúde Caixa que ocorrem no país afora. Foi citada a situação de São Paulo, em que os profissionais de saúde estão se descadastrando da rede, alegando atraso de pagamento. 

Também foi apresentado o caso que está ocorrendo em Pernambuco, onde o convênio com os anestesistas não foi renovado e, portanto, os empregados da Caixa que necessitarem de cirurgia terão que pagar pela anestesia à parte. A CEE/Caixa reitera que todos esses problemas só reforçam a importância da instalação dos comitês de acompanhamento de rede credenciada do Saúde Caixa, com a participação dos empregados. 

Unificação das baterias de caixa

Em relação à unificação das baterias de caixa (Ret/PV), a empresa informou que o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado para suprimir as terceirizações nessa área foi plenamente cumprido. Foram desligados da empresa 9.239 empregados terceirizados nos módulos I e II. Para substituir esse contingente, foram contratados 5.429 empregados concursados.

A substituição dos terceirizados é reconhecida como positiva pelos trabalhadores, mas ao mesmo tempo é preciso garantir condições de trabalho decente para todos os empregados.

A CEE/Caixa reafirmou que essas substituições são insuficientes e que é necessário contratar mais empregados. Entre os problemas de integração apontados pela comissão dos empregados destacam-se o desvio de função e o excesso de horas-extras. O cumprimento de uma jornada além do horário convencional coloca em risco a saúde do trabalhador, que fica exposto a erros pela carga excessiva de trabalho, e compromete a segurança da agência como um todo.

A comissão cobrou da Caixa urgência na solução dos problemas que estão ocorrendo e medidas imediatas para coibir as situações caóticas causadas pela falta de pessoal. Neste momento, é fundamental fortalecer a campanha da Fenae "Mais empregados para a Caixa - Mais Caixa para o Brasil", que visa pressionar a empresa para alcançar pelo menos 100 mil empregados em seu quadro próprio.

Tíquete

A CEE/Caixa cobrou a definição de proposta de implantação da cláusula 35 do acordo 2008/2009 que trata do tíquete na aposentadoria para empregados que ingressaram na Caixa até janeiro de 1995. Os representantes da empresa afirmaram que os estudos estão sendo finalizados e assim que concluídos serão apresentados para a CEE/Caixa.

Fonte: Fenae - 08/07/2009