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Funcionários da carreira profissional pressionam a Caixa em POA
06/04/2009

Empregados de carreira profissional da Caixa Econômica Federal, especialmente advogados e engenheiros, realizaram na manhã da quarta-feira, dia 1° de abril, uma hora de mobilização no saguão da Superintendência de Porto Alegre. Segundo o diretor do SindBancários, Marcos Todt, o objetivo foi pressionar o Conselho Diretor da Caixa para avaliar as propostas dos empregados que foram feitas na retomada das negociações permanentes, no último dia 26.

 

Proposta rebaixada

 

A proposta preliminar da Caixa para a revisão da atual estrutura salarial da carreira profissional não agradou a Contraf/CUT e Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa). Um dos problemas apontados se refere à questão de valores. Cálculos preliminares apontam que o salário de um profissional em início de carreira não contempla a expectativa, o mesmo ocorrendo com os trabalhadores com mais tempo de empresa, por exemplo.

Igualmente preocupante é o fato da proposta da Caixa não prevê a opção pelo retorno da jornada de seis horas para todo o quadro de profissionais, condição inadmissível para a representação nacional dos empregados.

 

De início, a Contraf/CUT - CEE/Caixa avalia que a proposta para a nova tabela salarial da carreira profissional é rebaixada e, na tentativa de justificá-la, a empresa apresentou uma espécie de parametrização de salários com base em pesquisa de mercado, incluindo para isso bancos e empresas públicas e privadas.

 

Até mesmo a regra de transição, segundo a representação nacional dos empregados, aumenta as distorções. Também não há concordância em relação à exigência de o empregado desistir de ações judiciais.

 

A representação nacional dos empregados mantém ainda discordância no tocante à jornada de oito horas e enfatiza ser preciso acrescentar o compromisso da empresa de melhorar as condições dos bancários que estão com distorções em suas carreiras.

Para a CEE/Caixa, as restrições ainda constantes na nova tabela salarial, com sua proposta rebaixada, dificultam o avanço das negociações. Para tanto, será realizado um profundo debate com o movimento sindical para organizar a mobilização dos profissionais e pressionar a Caixa, assim, a apresentar um formato de estrutura salarial que acabe com todas as distorções. Está em debate, nesse caso, não a adequação, mas sim a valorização da carreira profissional.

Fonte: SEEB Porto Alegre/Fenae - 02/04/2009