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Terror israelense:
08/01/2009

Uma carta escrita em dezembro de 1948, alguns meses antes da independência de Israel, por Albert Einstein, Hanna Arendt e outros 24 intelectuais judeus estadunidenses,  traz alguma explicação para o assassínio contínuo de palestinos – massacres, mesmo -, que os sucessivos governos daquele país vêm praticando desde a fundação do Estado judeu na década de 1940. 

 

Abaixo, transcrevemos alguns esclarecedores trechos da carta:

 

“Entre os fenômenos políticos mais inquietantes de nossa época se encontra a aparição, no recém criado Estado de Israel, do “Partido da Liberdade” (Tnuat Herut), um partido político estreitamente aparentado com os partidos nazi-fascistas por sua organização, seus métodos, sua filosofia política e sua demanda social. Foi criado pelos membros partidários da antiga Irgun Zvai Lemi, uma ORGANIZAÇÃO TERRORISTA de extrema direita e chauvinista na Palestina.’”

 

Naqueles dias, Menachem Begin, líder do “Partido da Liberdade”, visitava os EUA.

 

E a carta continua assim:

“Muitos norte-americanos de reputação nacional emprestaram seu nome para acolher essa visita. É inconcebível que quem se opõe ao fascismo no mundo inteiro, muito corretamente informados sobre o passado e as perspectivas políticas de M. Begin, possam somar seus nomes e apoiar o movimento que ele representa.”

 

A seguir, a carta de Einstein, Arendt e dos outros 25 intelectuais menciona o assassínio em massa que as forças armadas israelenses perpetraram na aléia árabe de Deir Yassin. Conforme os intelectuais, a aldeia “não havia participado na guerra e que inclusive havia combatido os bandos árabes que queriam vê-la convertida em base de operações contra Israel”.

“Em abril de 1948, bandos de terroristas israelenses atacaram essa pacífica aldeia, que não era um objetivo militar, assassinaram a maioria de seus habitantes – 240 homens, mulheres e crianças – e deixaram a alguns com vida para fazê-los desfilar pelas ruas de Jerusalém. Convidaram todos os jornalistas estrangeiros para verem as montanhas de cadáveres e os destroços causado em Deir Yassin”.

Estas informações foram extraídas de um artigo escrito pelo poeta argentino, Juan Gelman, publicado no domingo, 04/01/2009.  Para ler a íntegra do artigo www.rebelion.org/noticia.php

Secretaria de Imprensa e Divulgação