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Funcionários do BB cobram ampliação da rede de credenciamentos da Cassi
05/11/2008

O encontro, promovido pela Federação dos Bancários do Rio Grande do Sul e o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região, foi realizado no auditório da Gepes, no prédio do BB na rua Uruguai, no centro de Porto Alegre, na sexta-feira, 31/10.  Mais de 50 funcionários da ativa e aposentados do BB participaram do evento, cobrando principalmente a melhoria do atendimento e a ampliação da rede de credenciados, de modo especial no interior do Estado.

Estiveram presentes o diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi, Douglas José Scortegagna, e o conselheiro deliberativo eleito da Cassi e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Marcel Juviniano Barros. Compareceram os funcionários do BB e diretores do SindBancários, Ronaldo Zeni, Flávio Pastoriz, Pedro Loss e Alberto Filgueiras, e da FEEB-RS, Mauro Cardenas e Eloi Valdir Horst, o Melão. Também participaram vários diretores de sindicatos do interior gaúcho.

Explicações

 

“Nós não temos feito outra coisa senão arrumar o trem para colocar a Cassi nos trilhos”, afirmou Douglas. “O novo estatuto foi uma vitória importante para tocar a Cassi com mais tranqüilidade. Não foi o ideal, mas o aporte de R$ 300 milhões do BB foi essencial”, destacou. O diretor da Cassi ressaltou que a estratégia é o programa saúde da família. Ele explicou que a proposta da consultoria contratada, que restringia as unidades de atendimento, foi ajustada. A previsão inicial era a implantação de 40 unidades, mas serão instaladas 66 em todo País. “Cada unidade se chamará CliniCassi, com uma equipe pequena, formada por dois médicos, enfermeira e atendente, próxima de clínicas e laboratórios para evitar deslocamentos muito distantes”, esclareceu.

 

O critério para a implantação de uma unidade é a existência de 800 associados e um universo de 1.200 pessoas para atendimento. “Com essas unidades previstas, 80% dos associados serão beneficiados”, projetou Douglas. Também será implementado um autorizador e um faturamento eletrônico, além de um recadastramento dos prestadores de serviço, para tornar o sistema de pagamentos mais ágil e confiável. “Os recursos são escassos e não podem ser perdidos”, alertou.

 

Cobranças

 

Representantes do Conselho de Usuários disseram que o maior problema é a pequena rede de credenciados no interior gaúcho. Um aposentado de Santa Rosa reclamou do fechamento da unidade da Cassi em Ijuí, o que prejudicou o atendimento dos associados e seus dependentes.

 

O assessor da Previ e ex-conselheiro fiscal da Cassi, Luis Carlos Silva, o Baiano, salientou que a receita anual da entidade é de R$ 1,8 bilhão, “o que não justifica as equipes mutiladas das unidades e o esfacelamento da rede de credenciados no Estado”. “Não podemos ter associados de segunda categoria. Quem mora em Bossoroca hoje não tem o mesmo atendimento de quem reside em Porto Alegre”, comparou Baiano, defendendo o fortalecimento das unidades, com equipes completas, e a melhoria dos credenciamentos e das parcerias.

 

“Causa estranheza a redução das unidades da Cassi no Estado”, destacou Pastoriz, cobrando o relatório de gastos do aporte de R$ 150 milhões já efetuado pelo BB e a melhoria do atendimento telefônico. Ele ressaltou que a perda de credenciados, inclusive em Porto Alegre, se deve aos valores defasados e à demora de pagamento da Cassi.

 

Novo modelo de credenciamento

 

“Uma das coisas que vamos discutir é o novo modelo de credenciamento”, enfatizou Marcel. “Num período de oito anos, criou-se um modelo que levou a uma reserva de mercado, limitando-se o número de credenciados”, analisou o conselheiro deliberativo eleito. “Defendemos um modelo diferente”. “A estratégia de saúde da família, que também defendemos, não resolve todos os problemas”, apontou. Para Marcel, não é verdadeiro que os médicos ganham pouco da Cassi. O que é preciso fazer é buscar uma fórmula para agilizar o pagamento”, salientou. “O que não pode ocorrer é a diminuição das despesas de atendimento”. Ele defendeu a democracia e a participação dos associados na gestão da Cassi, reforçando o trabalho do Conselho de Usuários e a votação anual do relatório de prestação de contas. “A auto-gestão é muito importante e a Cassi deve tratar de vidas”, concluiu.

Fonte: SEEB Porto Alegre e Região - 31/10/2008