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Negociação específica com o BB continua sem perspectivas
01/10/2008

Os representantes do Banco do Brasil se limitaram a anunciar a manutenção do modelo de PLR que vem sendo praticado pelo banco e a prorrogação da validade do acordo anterior por mais trinta dias.

 

Veja as propostas feitas ao BB na reunião:

 

Cláusulas com ressalvas

 

O acordo aditivo do Banco do Brasil à CCT da categoria que está em vigor possui uma série de cláusulas que são mais vantajosas do que a Convenção Nacional dos Bancários que é assinada com a Fenaban. Entre essas cláusulas estão o salário de ingresso, estabilidade provisória de emprego etc.. Há outro grupo de cláusulas do acordo específico que adaptam a redação às especificidades do BB (cláusulas ressalvadas), entre as quais está a gratificação de caixa, que no banco é maior. E há ainda um terceiro grupos de cláusulas que só existem no BB, como delegado sindical, ponto eletrônico, cinco dias de faltas abonadas etc.. Na negociação desta segunda-feira, foram discutidas as cláusulas ressalvadas, do segundo grupo. O banco afirmou que como elas dependem do resultado das negociações com a Fenaban, vai avaliar e apresentar proposta na próxima rodada de negociação.

 

Negociação de dívidas

 

A Comissão de Empresa propôs o aumento do prazo para o pagamento e a redução das taxas para percentuais mais adequados para saldamento de dívidas dos funcionários. O banco irá avaliar a proposta.

 

PLR

 

Com base no exorbitante aumento do lucro no primeiro semestre, 60%, os membros da Comissão de Empresa apresentaram ao banco sua proposta de PLR para este ano. O percentual de aumento no lucro foi aplicado ao primeiro dos critérios que prevê 40% do E6 ou do VR. A CE propôs que a PLR seja paga da seguinte forma:

- 64% do E6 ou do VR

- Valor Fixo: R$ 475,00

- 4% do lucro líquido, distribuídos de forma linear

 

Propostas feitas na reunião anterior

 

Na reunião dos dias 23 e 24, a CE apresentou ao banco propostas relacionadas aos seguintes temas: Isonomia; Piso salarial equivalente ao da Caixa Econômica Federal; BB 200 anos: um reconhecimento da empresa ao trabalho de seus funcionários.

Como resposta a estas reivindicações os negociadores do BB se limitaram a dizer que o banco continua estudando seus impactos.

Quanto ao retorno do anuênio o negociador do banco, José Marcelo, afirmou que não há concordância da parte da empresa.

 

Avaliação

 

“A Diretoria do Banco do Brasil parece querer testar a capacidade de mobilização de seus funcionários. Está apostando que os funcionários do BB não irão aderir à greve de 24 horas, que ocorre nesta terça-feira. A postura dos negociadores na reunião de hoje beira o deboche”, destaca o diretor do Sindicato dos Bancários de Passo Fundo, representante dos bancários gaúchos na negociação, Nelson Fazenda. O sindicalista observa que o negociador do BB, José Marcelo, chegou a afirmar que ficaria 24 horas por dia à disposição para conversar com o movimento sindical. “Isto aconteceu no final de uma reunião que durou apenas 25 minutos. Ou seja, vários companheiros da Comissão de Empresa se deslocaram 1.500 ou 2.000 quilômetros até Brasília para nada. O funcionalismo do BB deve entrar de cabeça na mobilização para pressionar o banco a apresentar propostas concretas na mesa de negociação específica. Já se passaram quase 50 dias da entrega da minuta específica, tempo mais do que suficiente para que o banco fizesse uma análise profunda sobre nossas reivindicações”, conclui o sindicalista.

 

*Feeb/RS a partir do relatório do sindicalista Nelson Fazenda e Contraf/CUT29/09/2008