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GT PCS Caixa divulga nota sobre proposta apresentada pela empresa
27/06/2008

O GT PCSCAIXA/RS, reunido extraordinariamente em 24/6/2008, analisou a última proposta, apresentada pela CAIXA hoje, e concluiu:

1. A unificação das Tabelas Salariais dos PCS 89 e 98 é um importante avanço para o início da construção de um plano de carreira para a Empresa, principalmente no que se refere aos “critérios iguais para Escriturários e Técnicos Bancários e na amplitude da carreira”, demonstrando uma preocupação positiva da CAIXA em resolver antigos problemas na gestão de pessoal;

2. Contudo, a CAIXA pretende resolver potenciais passivos relativos ao PCS (ações que versem sobre alteração do salário-base) bem como compensar o congelamento das promoções mediante o pagamento de indenização (entre R$500,00 e R$10.000,00).

3. Nós consideramos esse valor insuficiente e avaliamos que esse montante oferecido deveria indenizar apenas o potencial passivo sobre PCS. Para compensar o congelamento das promoções achamos que deveria melhorar o valor das referências na nova Tabela Salarial. Assim, se não era possível aumentar o piso, em face do piso dos outros bancos, poderíamos usar de um mecanismo já utilizado no PCS89: manter o piso em R$1.244,00, mas, depois dos primeiros 12 meses, avançar para uma 2ª referência com interstício diferenciado equivalente a 30% do primeiro valor, o que alcançaria R$ 1.617,00 na segunda referência, o que produziria reflexos em todos os demais níveis, alterando o valor do teto, inclusive.

4. Essa proposta estaria condicionada ao compromisso da CAIXA de dar continuidade à discussão sobre PCS/PCC, através de um GT paritário, que deveria apresentar uma proposta final até o final do ano, para ser submetida a um plebiscito na categoria.

5. Essa proposta foi apresentada no Comando pelos representantes das entidades do RS, mas foi desconsiderada por extemporânea.

6. O processo de discussão sobre Unificação das Tabelas Salariais ficou restrito aos integrantes da CEE/CAIXA, e a contraproposta dos empregados foi definida numa plenária de 100 representantes de entidades, sem que houvesse, desde a assinatura do Acordo Coletivo, em OUT2007, instâncias de discussão organizadas, desde as bases sindicais até uma nacional por representação, com poderes para deliberar sobre a proposta dos trabalhadores para negociar com a Empresa.

Essa orientação adotada pela maioria da CEE e do Comando dos Empregados da CAIXA, restritiva à discussão e às negociações com a Empresa, fragilizou a mobilização da categoria e a deixou sem poder de pressão na hora da definição, o que inviabiliza qualquer avanço na proposta de unificação de tabelas, nesse momento.

Portanto, só nos resta sugerir a aceitação da proposta de Tabela Salarial, pois as falhas no processo de discussão e mobilização da categoria impedem a luta por propostas alternativas à fixada pela negociação até esse momento.

Porém, a luta por um verdadeiro Plano de Carreira não termina com a Unificação de Tabelas. Esse é apenas o seu início e devemos buscar dar continuidade a essa discussão na próxima campanha salarial.

Fonte: GT PCS/Caixa 26/06/2008