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Delegados sindicais da Caixa orientam pela rejeição da contraproposta
28/05/2008

As assembléias específicas da categoria, que ocorrem nesta quarta e quinta-feira (28 e 29) devem rejeitar a contraproposta definida durante a Plenária Nacional sobre PCS, realizada em Brasília no dia 16 de maio.

Veja o que foi aprovado por unanimidade pelos delegados e delegadas sindicais:

1) reiterar a importância dos sindicatos do estado realizarem assembléias até o dia 29 de maio;

2) orientar as assembléias a rejeitarem a contrapoposta da plenária de dirigentes (16/05)

3) orientar a aprovação de contrapoposta alternativa composta pelos seguintes itens:

- Piso: Dieese

- Teto: TB superior + VP/SP + VP/GIP/TS = R$ 4.865;

- Número de Referências: 36

- Enquadramento: por tempo de serviço

- Obrigatoriedade de estar no REG/Replan: contra obrigatoriedade

- Abrir mão de ações judiciais: contra

Entenda o caso do PCS na Caixa

Enquanto os bancários gaúchos criaram um fórum específico para discutir Plano de Cargos e Salários na Caixa – O Grupo de Trabalho PCS Caixa, integrado pela Feeb/RS, SindBancários, Apcef/RS e Conselho de DelegadosSindicais - no resto do país a discussão foi mantida em banho-maria, à espera de uma proposta concreta do banco.

A unificação de tabelas salariais, proposta pela Caixa na Campanha Salarial 2007, gerou a possibilidade de discussão do PCS. Durante as negociações específicas, a direção do banco mostrou disposição para elaborar uma proposta a fim de unificar as tabelas salariais dos dois planos existentes. O primeiro deles, criado em 1989 foi extinto em 1998, quando surgiu um novo plano, que norteou os critérios de contratação a partir de sua implantação. As disparidades das tabelas salariais e as diferentes formas de desenvolvimento na carreira entre os dois planos, foram duramente criticadas pelo movimento sindical bancário desde então.

A Caixa cumpriu o compromisso assumido em 2007 e, desde o mês de abril vem apresentando suas propostas para unificação das tabelas. Entretanto, o movimento sindical restringiu-se à realização de uma plenária nacional para definir sua contraproposta. Isto diminuiu uma possível inserção dos trabalhadores na construção de um novo PCS. Embasado em cinco meses de amplos debates com os empregados de base e no trabalho técnico desenvolvido sob assessoria técnica da Faurgs, o GT PCS Caixa, elaborou uma proposta, que foi transformada na Cartilha Placar. 

Para acessar a cartilha clique em  www.feebrs.org.br/banners/Cartilha%20placar.pdf

Plenária Nacional – No dia 16 de maio o Comando Nacional dos Bancários realizou a Plenária Nacional, em Brasília. Na ocasião os representantes da Federação dos Bancários RS GT PCS, defenderam a proposta elaborada pelo GT PCS Caixa. Segundo os integrantes do GT, a plenária - que embora não tenha sido anunciada como deliberativa, mas teve este caráter – definiu uma contraproposta, que deverá ser submetida à categoria para apreciação e deliberação em assembléias ou via abaixo-assinado.

A proposta do GT PCS Caixa – Para corrigir as distorções entre os planos existentes, a proposta do GT coloca como prioridades o aumento do piso de ingresso e do teto salarial; o enquadramento por tempo de serviço, com promoção por antiguidade e merecimento de maneira alternada (a cada dois anos) e ainda por capacitação, com critérios a serem definidos. Este seria, segundo o GT, um plano de pacificação para resolver questões históricas sobre o tema PCS na Caixa.

Para ver as diferenças entre a proposta da Caixa, do GT PCS Caixa (RS) e da Plenária Nacional, clique em www.feebrs.org.br/banners/noticia.jpg

Segundo o GT PCS Caixa não foi dada a devida importância para o tema no âmbito nacional. “A participação massiva dos empregados da Caixa nas discussões não foi viabilizada pelas entidades sindicais. Por outro lado, a Plenária Nacional se restringiu à discussão sobre tabelas e cerca de 100 pessoas decidiram o que deveria ter sido amplamente debatido”, avaliam os dirigentes.

Fonte: Marisane Pereira - Assessoria de Imprensa, Feeb/RS 27/05/2008