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Bolívia: Estados Unidos financiam a
08/06/2008

Em dezembro de 2005, o índio Evo Morales vencia a eleição para a presidência da Bolívia. Ao assumir o poder, em janeiro de 2006, Morales levou toda a esperança de milhões de bolivianos em uma mudança qualitativa, para melhor, de suas vidas. 

Ao longo da história, o povo boliviano viu as riquezas de sua terra serem subtraídas por potências estrangeiras. A não ser o enriquecimento de uma pequena elite, essas mesmas riquezas nada trouxeram em termos de desenvolvimento verdadeiro para a grande maioria dos bolivianos.

As primeiras medidas tomadas por Evo Morales, que fizeram parte de suas promessas de campanha, tinham o objetivo de iniciar uma justa repartição, com a população, da renda gerada pela exploração da riqueza do país. Obviamente, essas medidas desagradaram a mencionada elite, grandes empresários, nacionais e estrangeiros. Inevitavelmente, para que Morales possa oferecer uma vida minimamente digna a todo o seu povo, essa elite terá que se conformar em ver seus gordos lucros diminuírem, um pouco que seja. 

É a partir desta pequena análise que podemos ter uma idéia mais clara do porquê do processo que se diz autonomista na Bolívia. Quando se viram na obrigação de contribuir para que a nação como um todo possa se beneficiar do desenvolvimento, os grandes proprietários dos departamentos da região chamada de Meia Lua, Pando, Beni, Santa Cruz e Tarija, resolveram se rebelar. A solução inicial encontrada, “a autonomia”, é uma forma de evitar que a riqueza do país, que está mais concentrada nessas regiões seja, justamente, repartida com o restante dos bolivianos.

É claro que, neste processo, os autonomistas contam com o total apoio dos Estados Unidos. Segundo a advogada venezuelana-estadunidense, Eva Golinger, os EUA transferiram, à oposição boliviana, cerca de US$ 120 milhões de dólares tão logo vislumbraram a inevitabilidade da vitória de Evo Morales na eleição presidencial. Eva apresentou o resultado de uma investigação que fez sobre o assunto no programa Hojilla, da rede de televisão venezuelana, VTV, no dia 24 de abril. A investigação demonstra que foram usados organismos como a NED e a USAID, entre outros, para financiar a oposição com o objetivo de promover conflitos e instigar o separatismo no país andino.

 

Para mais informações, clique em http://pedroayres.blogspot.com/2008/04/eeuu-financiam-separatismo-na-bolvia.html

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