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Empregados e empregadas da Caixa debatem propostas do GT PCS e definem encaminhamentos
02/04/2008

 

O trabalho do GT PCS Caixa entrará agora em uma nova fase. Sistematizar as propostas apresentadas na reunião do Conselho de Delegados Sindicais e no Encontro Estadual, realizados nos dias 28 e 29 de março, em Porto Alegre. O Grupo também vai elaborar uma cartilha com o conteúdo aprovado, calendário de discussão e referendum junto às unidades da Caixa.

Confira os principais temas debatidos e aprovados no encontro:

Piso de ingresso – O GT propõe que o piso de ingresso na carreira de nível médio seja de R$ 1.717,00; valor calculado pelo Dieese.

Referências – Os trabalhadores sugerem que haja 31 referências, com a concessão de uma referência por ano. Ou seja, o trabalhador receberia uma referência por merecimento e no ano seguinte, outra por tempo de serviço. Na avaliação dos empregados, isto possibilita às mulheres – que se aposentam com 30 anos de trabalho – chegarem ao topo da carreira.

Interstício – O GT defende que o percentual entre cada referência seja fixo.

Enquadramento de tabelas – A Caixa propõe apenas a sobreposição de tabelas para técnicos bancários e escriturários. O GT destaca que o enquadramento deve considerar o tempo de serviço dos empregados.

Avaliação por merecimento ou desempenho – Pela proposta do GT, deve ser feita uma avaliação participativa em cada unidade a cada semestre.

Plano de metas – Hoje a Caixa envia os planejamentos institucional e estratégico para as agências. Entretanto, o GT defende que o planejamento estratégico seja feito nas unidades, com a participação de todos os empregados e que passe por uma nova avaliação a cada seis meses.

Fim das terceirizações – Os empregados querem que todas as pessoas que trabalham no banco sejam caracterizados bancários ou bancárias. Pela proposta do GT, motoristas, copeiras, vigilantes e outros trabalhadores deveriam ser considerados pela empresa como pessoal de serviços gerais.

Determinação de função - O GT propõe que o empregado que define as diretrizes esteja considerado na função de gerente ou gestor, enquanto aquele que executa diretrizes esteja caracterizado como função técnica. No final do Encontro foi deliberado que GT PCS Caixa irá concluir a cartilha com as propostas debatidas e deliberadas pelos trabalhadores. Após a conclusão deste trabalho, o material será amplamente divulgado através de encontros regionais de empregados e enviado à CEE Caixa, Fenae e Contraf-CUT. Os participantes do evento também decidiram que os encontros de delegados sindicais serão realizados com uma semana de antecedência em relação aos encontros abertos de empregados e empregados. A sugestão foi feita pelos próprios delegados, que precisam de mais tempo para suscitar os debates e mobilizar os colegas nos locais de trabalho para as atividades. Além disso, o GT vai propor à CEE, Contraf-CUT e entidades associativas, a criação de uma Comissão Nacional de Mobilização, responsável por uma ampla campanha, com abordagem simultânea dos temas PCS, Isonomia e Mais Contratações na Caixa.

Fonte: Marisane Pereira/Assessoria de Imprensa/FEEB-RS - 31/03/2008