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Encontro Estadual sobre PCS da CEF debateu propostas e ações
15/01/2008

O evento, realizado na sede da Federação dos Bancários do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, contou com a participação de diversos empregados e empregadas. Um dos temas mais debatidos durante o encontro foi a perspectiva de ampliação do Plano de Cargos e Salários. Além de uma análise das ações da Caixa nos últimos anos com relação a seus funcionários, foram apresentadas as propostas do GT/PCS, debatidas em conjunto. No final do encontro, foram sugeridas resoluções e propostas para o seguimento das discussões e negociações com o banco.

Histórico de debates

Durante o encontro, foi apresentado um histórico e o relatório parcial das atividades do GT/PCS Caixa, criado em novembro do ano passado. O representante da FEEB-RS, Jorge Vieira, destacou que o grupo foi criado para elaborar uma proposta de Plano de Cargos e Salários dos empregados da Caixa compatível com a realidade de uma empresa pública, que contemple de forma justa a totalidade dos empregados e perdure pelo maior tempo possível.

Para a empregada aposentada e titular do GT, Amanda Angélica Cardoso, as discussões sobre PCS estão fundadas em um processo histórico que privilegia a lógica de crescimento da Caixa, em detrimento do lado social. A partir de 1976, segundo Amanda, houve aumentos salariais e o surgimento das chamadas “lojas de poupança e empréstimos”, que foram, gradativamente, incorporadas pela Caixa. Na década de 80, vigorava uma lógica de crescimento funcional com possibilidade de ascensão por concurso interno. Em 1986, houve a incorporação do Banco Nacional de Habitação, cujo quadro de pessoal não era formado por empregados concursados, mas sim por advogados, engenheiros e arquitetos, o que impossibilitou a abertura de concurso público para essas profissões. Já a partir de 1990, com o governo Collor, se deu mais ênfase ao aspecto financeiro, em detrimento da importância social do banco.

Proposta do GT/PCS

O professor da UFRGS e coordenador do estudo realizado para elaborar diretrizes para os planos de cargos e salários das instituições financeiras públicas em 2005, Carlos Schmidt, enfatizou que, a partir de 2003, a Caixa ampliou sua concepção como banco público, o que abre, atualmente, uma perspectiva de ampliação do Plano de Cargos e Salários.

No andamento dos trabalhos do GT/PCS concluiu-se que há, entre a maioria dos empregados, uma convicção de valorização do papel social do banco e de sua importância como instituição pública, que deve ir ao encontro da população mais carente. “Nesse sentido, é possível uma discussão mais ampla e com maior engajamento do quadro funcional”, afirma Schmidt. “E isso está previsto, inclusive, no Anexo IV da RH071 – Competências Corporativas”, destaca.

Segundo o professor, todo o trabalho do GT/PCS está segmentado no objetivo de se estabelecer parâmetros de longo prazo, pois entende-se que a carreira funcional é um acúmulo de experiências e conhecimentos que devem ser valorizados. Assim, a promoção por merecimento, no entender do GT/PCS, devem ser considerados como um direito do empregado da Caixa, em que devem ser avaliados critérios objetivos e não subjetivos.

Quanto à valorização da formação, o GT/PCS ainda busca aprimorar um diagnóstico de avaliação, que será construído por todo o grupo. Já o processo imediato de unificação de tabelas é um objetivo proposto pelo GT/PCS. O GT/PCS também avalia que todos os empregados devem ser incorporados à carreira da CEF, pois estão comprometidos em sua totalidade com os objetivos estratégicos da empresa.

Resoluções

No final do encontro, foram estabelecidas algumas resoluções e propostas do GT/PCS.

- Ficou enfatizada a importância da apresentação de uma proposta de PCS pelos empregados da Caixa como alternativa à apresentada pela empresa.

- Foi também destacada a importância do enquadramento por tempo de serviço. A medida abre a possibilidade de que, ao longo do tempo, haja uma maior perspectiva de valorização profissional e incentivo para que os novos técnicos bancários permaneçam na empresa e sejam valorizados.

- Foi sugerido também que a proposta do GT/PCS contemple a valorização daqueles funcionários que atingirem o topo da tabela (Ref. 95), de modo que seus vencimentos não deixem de ser corrigidos e atualizados.

- Espera-se criar também uma estratégia de mobilização em parceria com os demais sindicatos e Contraf. Nesse sentido, o GT/PCS irá procurar deixar aberto os canais de comunicação, seja por meio de cartazes, camisetas, e-mails e grupos de discussão como os da APCEF/RS e FEEB-RS. Junto com isso, espera-se valorizar e qualificar a discussão, como tem sido feito por meio da assessoria da FAURGS.

- Sugeriu-se também a criação de um calendário de mobilizações com divulgação por folders e informativos, disponíveis também nos jornais João de Barro, da APCEF/RS, e Jornal do Bancário, do Sindicato dos Bancários. A partir dos integrantes do GT/PCS, serão sugeridos multiplicadores para a divulgação das discussões entre as unidades, delegados sindicais, sedes das Regionais, que deverão ser visitadas a partir da segunda quinzena de fevereiro. Foi proposto também um novo encontro do GT/PCS com os delegados sindicais.

- Outra sugestão foi que a proposta do GT/PCS contemple um mecanismo de atualização monetária para o piso DIEESE.

Fonte: Comunicação APCEF-RS/FEEB-RS

14/01/2008