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Lucro do Santander cresce 14,4% e representa 21% do resultado mundial
30/04/2015

O Santander Brasil obteve um lucro líquido gerencial de R$ 1,6 bilhão neste primeiro trimestre, o que representa um crescimento de 14,4% em relação ao mesmo período de 2014 e alta de 7,3% na comparação com o quarto trimestre do ano passado. O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) ficou em 12,8%, com crescimento de 1,6 ponto percentual em doze meses. 

Os números brasileiros puxaram o resultado global do banco espanhol, que registrou lucro líquido de 1,72 bilhão de euros no primeiro trimestre de 2015, ante 1,3 bilhão de euros um ano antes. O Brasil contribuiu com 21%, deixando para trás o Reino Unido, com 20%, e a Espanha, com 15%. 

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Patrimônio líquido e carteira de crédito

A carteira de crédito ampliada também registrou alta de 18,0% no mesmo período, atingindo um montante de R$ 324,7 bilhões. As operações com pessoas físicas cresceram 5,8% em relação a março de 2014, chegando a R$ 79,8 bilhões. Já as operações com pessoas jurídicas alcançaram R$ 142,1 bilhões, com alta de 28,0%. 

O segmento de grandes empresas cresceu 39,5%, em comparação com o trimestre passado, mas o de pequenas e médias empresas caiu 0,7%, assim como a carteira de "financiamento ao consumo", gerada fora da rede de agências, com queda de 3,3% em 12 meses, totalizando R$ 36,2 milhões. 

Inadimplência em queda

O índice de inadimplência superior a 90 dias apresentou queda de 0,8 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre de 2014, ficando em 3,0%. Com isso, foram reduzidas as despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) em 10,0%, totalizando R$ 2,1 bilhões. 

Efeito Selic

O crescimento das receitas com títulos e valores mobiliários foi diretamente influenciado pelos sucessivos aumentos na taxa Selic, com crescimento expressivo de 59,2%, fechando em R$ 7,0 bilhões. A receita com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias cresceu 7,4% em doze meses, totalizando R$ 2,8 bilhões. 

Postos de trabalho

As despesas de pessoal subiram 5,7%, atingindo R$ 1,9 bilhão. Assim, em março, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco foi de 151,96%.

A holding encerrou o primeiro trimestre com 49.910 empregados, com aumento de 1.259 postos de trabalho, em ralação ao mesmo período de 2014. Foram fechadas 2 agências e 82 PAB's. Apesar da redução, a carteira de clientes cresceu significativamente, com 1,3 milhão a mais em um ano. 


Fonte: Contraf-CUT – 28/04/2015