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A aprovação do projeto das OSCIPS
08/01/2008

Se tentou, por duas vezes, aumentar impostos e não conseguiu, nem assim o Governo Yeda Crusius deixou de lado suas intenções perniciosas para com o povo sul-rio-grandense. No mês passado, Yeda conseguiu aprovar na Assembléia Legislativa o projeto das OSCIPS (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público). 

O que está decretado, de fato, com a criação das OSCIPS, é a destruição final do serviço público. No dia 18/12/07, o sociólogo Cristóvão Feil fez alguns comentários sobre o projeto aprovado por Yeda, em seu blog  http://diariogauche.blogspot.com/:

”A partir de agora o governo Yeda transfere a gestão de serviços públicos para as OSCIPS, que são organizações não-governamentais (ONGs) habilitadas pelo próprio Estado, sem a necessidade de haver licitação pública. Os futuros empregados dessas entidades privadas elevadas a condição de gestoras públicas não precisarão fazer concurso público, como exige a lei para qualquer servidor, serão escolhidos por critérios particulares dos dirigentes das OSCIPS.”

Para o sociólogo Feil, com as OSCIPS vamos virar um grande Detran

O “novo jeito de governar” de Yeda segue a máxima do old wine in new bottles, (para vinho velho, garrafas novas). É a velha política implementada por Antônio Britto, FHC, José Serra, Aécio Neves e a quase totalidade dos governantes desse país. A política de destruição do serviço público com o objetivo de abrir espaço para a atuação de empresas privadas. E essa atuação prevê, é claro, gordos lucros a essas empresas. Por isso, o sociólogo Cristóvão Feil, afirma que, com as OSCIPS, vamos virar um grande Detran:

“Partes importantes do setor público ficarão sob a responsabilidade de entes privados, sem nenhuma responsabilidade pública, sem concurso, sem licitação, sem controle, sem ter passado pelo crivo das urnas e de acordo com critérios subjetivos e não-impessoais.”

“O Rio Grande a partir de ontem marcha a passos céleres para se transformar num imenso Detran - aquela autarquia que vinha sendo assaltada por malfeitores já há cinco anos, apesar de todos os controles formais as quais estava submetida. Agora, com esses controles afrouxados ou inexistentes, o Rio Grande ingressa num tempo de vale-tudo e irresponsabilidade generalizados.”