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Contraf-CUT cobra auxílio-educação do Bradesco
27/12/2007

(São Paulo) Ocorreu nesta sexta, dia 21, em São Paulo, negociação entre a Contraf-CUT e o Bradesco sobre auxílio-educação. Reivindicação antiga dos bancários, o tema adquiriu mais importância após a Campanha Nacional dos Bancários de 2007 quando, durante as negociações, a Fenaban não aceitou discutir o tema, mas o encaminhou para debate nas mesas permanentes de cada banco. Após essa sinalização, Santander e Unibanco criaram programas de auxílio-educação. Hoje, entre os grandes bancos do país, apenas o Bradesco não possui uma política nesse sentido.

“É absurdo que um banco como o Bradesco, o maior do país, o que tem mais agências e mais funcionários, não entenda a necessidade de financiar a graduação das pessoas, ainda mais quando ele mesmo exige essa formação”, diz Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT e funcionário do Bradesco. “O atual momento da carreira bancária exige isso, não é como há alguns anos, quando os bancos empregavam majoritariamente pessoas com segundo grau. O banco vai ficar sozinho nessa questão e vai despertar a atenção de todo o movimento sindical bancário”, completa.

Neiva Ribeiro, coordenadora da Comissão de Organização de Empresa do Bradesco (COE Bradesco) da Contraf-CUT, concorda. “Conceder bolsas de estudo, a exemplo do que fizeram outras instituições no período recente, só traria benefícios para os bancários e retorno em satisfação dos trabalhadores para a empresa, além de não representar impacto significativo no lucro líquido do banco, que continua aumentando ano após ano”, avalia.

O banco afirma que investe em programas de treinamento para seus funcionários e que tem na Fundação Bradesco um programa social de formação que atende os filhos dos empregados, sendo estes investimentos suficientes na área de educação. No entanto, entendendo a realidade pós-Campanha, os negociadores do Bradesco disseram que vão encaminhar a questão para ser discutida pela diretoria executiva da empresa. O retorno será dado na próxima semana.

Fonte: Contraf-CUT - 21/12/2007