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Artigo: Áreas com transgênico e agrotóxico têm maior taxa de câncer
27/06/2014

O jornalista argentino, Dario Aranda, escreveu o artigo “Áreas com transgênico e agrotóxico têm maior taxa de câncer, aponta relatório”, no qual expõe algumas conclusões de um estudo feito pelo Ministério da Saúde de Córdoba sobre a incidência de câncer nessa província de seu país.  Abaixo, reproduzimos alguns trechos do artigo:

“O Ministério da Saúde de Córdoba divulgou um extenso relatório sobre o câncer na província. Trata-se da sistematização de cinco anos de informação, entre outros parâmetros, que pôde determinar os casos geograficamente. A particularidade que causou maior alarme é: a maior taxa de falecimentos é produzida na chamada “pampa gringa”, área com maior índice de utilização de transgênicos e agrotóxicos. E onde a taxa de falecimentos duplica em relação a média nacional.”

“’Confirmou-se mais uma vez o que denunciamos há anos e principalmente o que denunciam os médicos dos povoados afetados pela agricultura industrial’, afirmou o médico e integrante da Rede Universitária de Ambiente e Saúde (Reduas), Medardo Avila Vázquez.”

“O parâmetro internacional é calculado pelo número de falecimento em cada 100 mil habitantes. A média provincial é de 158 mortes em cada 100 mil habitantes e, em Córdoba Capital, é de 134,8. Contudo, quatro municípios da província de Córdoba estão muito acima desses índices: Marcos Juárez (229,8), Presidente Roque Sáenz Peña (228,4), Unión (217,4) e San Justo (216,8). É a chamada “pampa gringa”, região emblemática do agronegócio de Córdoba.”

“Os pesquisadores do Río Cuarto estudam há oito anos os povoados de Córdoba e confirmaram, com quinze publicações científicas, que as pessoas expostas a agrotóxicos sofrem com danos genéticos e são mais propensas a sofrer com o câncer.”

“Damián Verzeñassi é médico e docente de Saúde Socioambiental da Faculdade de Ciências Médicas de Rosário. É um dos responsáveis pelo “Acampamento da Saúde”, uma instância educativa que permite com que dezenas de estudantes do último ano do curso de Medicina permaneçam em uma localidade durante uma semana para realizarem um mapeamento sanitário. ‘O estudo de Córdoba coincide com os dezoito levantamentos que realizamos em localidades da agricultura industrial. O câncer disparou nos últimos quinze anos’, afirmou Verzeñassi.”

“O docente universitário questionou o discurso governamental e empresarial. ‘Seguem exigindo estudos sobre algo que já está provado e não tomam medidas urgentes de proteção à população. Há muitas evidências de que o modelo agropecuário tem consequências para a saúde, estamos falando de um modelo de produção que é um enorme problema de saúde pública’, reclamou.”

Para ler a íntegra do artigo de Dario Aranda, acesse http://www.mst.org.br/node/16234.

 

Secretaria de Imprensa e Divulgação