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Artigo: As mentiras sobre a censura da mídia na Venezuela
17/04/2014

No artigo, As mentiras sobre a censura da mídia na Venezuela, o economista estadunidense, Mark Weisbrot, Co-diretor do Centro para Pesquisas Econômicas e de Políticas Públicas sediado em Washington, Estados Unidos, mostra como a Human Rights Watch, organização que se diz defensora dos direitos humanos, ao invés de atuar para levar a verdade a todos os povos, tem agido no sentido de ajudar na campanha de demonização do governo do país vizinho.

Abaixo, reproduzimos alguns trechos do artigo de Weisbrot cuja íntegra pode ser lida acessando http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/As-mentiras-sobre-a-censura-da-midia-na-Venezuela/6/30731.

Além do fato de que o New York Times teve de fazer uma correção dia 26 de fevereiro por declarar que a Globovisión da Venezuela era a “única emissora de televisão que transmitia regularmente críticas ao governo,” Daniel Wilkinson, do Human Rights Watch (Observatório de Direitos Humanos), repetiu o mesmo erro no New York Review of Books (NYRB) dia 9 de abril, dizendo que:
 
Duas das quatro emissoras privadas diminuíram sua cobertura crítica voluntariamente; uma terceira foi forçada a sair do ar, e a quarta foi cercada de sanções administrativas e acusações criminais até que seu proprietário a vendeu ano passado a investidores assumidamente ligados ao governo, que reduziram dramaticamente o conteúdo crítico.
 
Na verdade, as emissoras que ele declara que “diminuíram sua cobertura crítica,” Venevisión e a Televen, regularmente transmitem conteúdo crítico contrário ao governo, como documentado aqui.

A quarta emissora que ele se refere é a Globovisión. Durante o período de preparação para última eleição presidencial, de acordo com um estudo do Carter Center, a Globovisión cobriu nove vezes mais o candidato da oposição Henrique Capriles em comparação a cobertura dada a Nicolás Maduro.

É uma pena que Wilkinson tenha ignorado ou talvez não tenha lido o relatório do Carter Center sobre a mídia venezuelana durante a tão contestada campanha presidencial de 2013. Os dados do relatório, que levavam em conta os índices de audiência, indicaram que a cobertura da mídia televisiva estava igualmente dividida entre os dois candidatos. Isto contradiz o exagero que ele coloca em seu artigo, o de que há um governo “autoritário” tentando “controlar como as notícias são dadas na televisão venezuelana.”

O Human Rights Watch podem continuar usando estes dois pesos e duas medidas se quiserem. Eles não levantaram um dedo quando um golpe apoiado pelos EUA derrubou o governo democraticamente eleito no Haiti em 2004. Os responsáveis pelo golpe mataram milhares de pessoas, e funcionários do governo constitucional foram colocados na cadeia. Isto não suscitou uma fração da preocupação que o HRW tem tido com a “independência da poder judiciário” na Venezuela, que é claro que não era mais independente antes que o inimigo Chávez ter sido eleito.

Em 2008, mais de 100 acadêmicos assinaram uma carta documentando e “destacando os exageros e imprecisões” em um relatório “motivado politicamente” pelo HRW na Venezuela

 

Secretaria de Imprensa e Divulgação – 17/02/2014