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O desmonte da Dirao
24/04/2013

A DIRAO – Diretoria de Reestruturação de Ativos Operacionais do Banco do Brasil tem nos últimos anos alcançado uma excelente performance na recuperação de créditos, sendo uma referência para o mercado financeiro, com participação no resultado da Instituição na ordem de 30%, o que indica aproximadamente 3,1 bilhões ao ano.

Além da recuperação dos créditos – muitos deles podres – a DIRAO muito tem contribuído para a redução de despesas de aprovisionamento sobre créditos inadimplidos, o chamado PCLD, que tem reflexos no balanço do Banco do Brasil e nos dividendos dos acionistas, representando assim um papel relevante na manutenção dos baixos índices de inadimplência – menores que o mercado financeiro, conforme divulgados pelo próprio Banco.

Ainda, como prerrogativa quando das renegociações com os clientes inadimplentes, a busca da retomada das relações com o BB, mantendo- os na base cadastral da empresa proporcionando oportunidade para novos negócios.

O projeto de realinhamento recentemente aprovado – de maneira sorrateira - propõe a redução drástica da  atual estrutura que conta com 70 pontos de atendimento (Gerat, PN e PNA) distribuído em todo o país,  para um total de 30 unidades centralizadas em grandes centros, sendo que, algumas com apenas 05 funcionários para atender um estado,  ou seja,  uma ruptura em todo o sistema de recuperação de crédito do Banco do Brasil.

Tal projeto foi aprovado sob o pretexto de reduzir custos, segmentação, segregar operações e atividades, porém, na contramão da estratégia do Banco, de abertura de novos pontos de atendimento para  se aproximar cada vez mais dos clientes espalhados por todo o país.

Por tudo isso, uma série de pontos obscuros e questionamentos sobre o verdadeiro objetivo desse projeto precisa ser apurado sob pena de haver perda financeira irreversível para o Banco e seus acionistas, considerando:

  • Redução de aproximadamente 40 pontos de atendimento;
  • Redução de pessoal, inclusive com rompimento de vínculo empregatício e aposentadorias;
  • Concentração em grandes centros como Curitiba, Brasília e São Paulo, com custo de vida mais elevado e inibindo concorrências dos colegas;
  • Aumento da terceirização dos serviços e negócios;
  • Dificuldade de acesso de clientes interessados em renegociar as dívidas;
  • Desleixo com o setor do agronegócio, concentrando-se o atendimento destes clientes na base de Recife (PE);
  • Dificuldade de logística (reunião negocial, assinatura de contratos, registros cartorários, levantamentos, etc);
  • Aumento considerável dos serviços às agências do varejo;
  • Perda de colegas especializados (encarreiramento) em recuperação de crédito;
  • Redução do volume recuperado pelo Banco;
  • Perda financeira para o Banco e acionistas.

Pode-se por fim concluir: NÃO É BOM PARA O CLIENTE, NÃO É BOM PARA O AGRONEGÓCIO, NÃO É BOM PARA O FUNCIONÁRIO, NÃO É BOM PARA A SOCIEDADE BRASILEIRA.Perguntamos: A QUEM INTERESSA ESTE PROJETO DE REALINHAMENTO.

Secretaria de Imprensa e Divulgação - 24/07/2013