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Bancários cobram medidas efetivas do Itaú
25/06/2012

A Fetrafi-RS reuniu dirigentes sindicais de todo o estado e representantes do Itaú Unibanco nesta quinta-feira, 21, para debater problemas enfrentados pelos empregados gaúchos. A reunião foi coordenada pelo diretor da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke e pelo representante na Comissão de Organização dos Empregados, Carlos Henrique Niederauer. O Itaú foi representado pelo gerente de relações sindicais, Romualdo Garbos; pelo superintendente de relações de trabalho, Marco Aurélio Oliveira e pela analista sindical, Adriana Scotá de Andrade.

Após uma breve rodada de apresentações, o representante da COE falou da angústia vivenciada pelos bancários do Itaú lotados nas agências do Rio Grande do Sul. “Enquanto dirigentes também nos sentimos angustiados pelas situações relatadas nos locais de trabalho. Muitas vezes não conseguimos dar respostas aos bancários para problemas que foram criados pelo banco", salientou Carlos Henrique. 

A principal questão apontada como causa da maior parte dos problemas enfrentados pelos funcionários do Itaú é a falta de funcionários. Segundo os dirigentes sindicais, o déficit de pessoal gera sobrecarga de trabalho, desvios de função e desqualifica o atendimento prestado à população.

Diversos sindicatos relataram aos representantes do banco uma série de situações que afetam as condições de trabalho no Itaú de maneira negativa, muitas vezes levando os bancários a um estado profundo de estresse e ao adoecimento físico e mental. 

“Hoje temos muitos colegas usando medicação controlada para dormir e para suportar o dia a dia do trabalho no Itaú. Chegamos a um patamar insustentável e o banco precisa mudar suas políticas de estão o mais rápido possível”, argumenta o representante dos bancários gaúchos na COE. 

Férias nem pensar 

Segundo relatos dos dirigentes sindicais, a falta de funcionários impede que os bancários possam gozar seus 30 dias de férias. Os sindicalistas denunciam que isto já virou uma cultura institucional no Itaú. 

Necessidades básicas 

Várias agências do interior do estado funcionam com o número de funcionários tão reduzido que os caixas não podem sequer ir banheiro ou almoçar. Nestes casos, os sindicatos têm feito paralisações parciais para viabilizar as necessidades fisiológicas dos trabalhadores. 

“As situações se repetem e refletem uma prática de gestão desumana, que desconsidera os funcionários enquanto pessoas de carne de osso e expõe sua saúde. O banco tem o dever de respeitar os ireitos dos bancários, assegurados pela Convenção Coletiva de Trabalho da categoria”, enfatiza a diretora da Fetrafi-RS e do SindBancários, Isis Garcia Marques.

Assédio Moral 

Os sindicalistas também denunciaram aos representantes do banco o aumento do assédio moral pelo cumprimento de metas. “A cobrança excessiva está ocorrendo mesmo nas agências com déficit de pessoal, o que piora ainda mais a situação dos bancários. Em muitos casos, os funcionários vivem sob ameaça de fechamento das unidades que não atingirem as metas, principalmente as agências aquiridas do Unibanco”, destaca o diretor da Fetrafi-RS, Arnoni Hanke. 

De acordo com os dirigentes sindicais, o banco está cometendo um grande erro com a política de evitar contratações a qualquer custo. Para os sindicalistas a disputa no mercado não será estabelecida no âmbito das taxas de juros e tarifas, mas na qualidade do atendimento prestado ao cliente. 

Demissões 

Os representantes do Itaú disseram que as demissões não integram uma política estratégica da instituição. Segundo eles, as dispensas não poderão ser efetivadas apenas pelos gestores, ocorrendo somente após autorização do setor de Recursos Humanos do Itaú.

Bolsas auxílio-educação 

Conforme os gestores, o banco reabriu o processo de inscrição para solicitação de bolsa auxílio-educação, sob os mesmos critérios estabelecidos anteriormente. 

Avaliação 

“A reunião com Itaú foi positiva para expor todas as demandas dos bancários no estado. Os representantes do banco disseram que irão dar respostas para os problemas relatados, mas o movimento sindical continuará a cobrar soluções”, afirma Carlos Henrique Niederauer